Banco do Brasil pode ter queda de 36% no lucro no 1T26, projetam analistas
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Se tem um tema que deu o que falar na semana entre os investidores e causou bastante especulação sobre o setor bancário, foi a tal da Lei Magnitsky, sobretudo, a manobra do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar inviabilizar as sanções de Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes.
Só que nessa história toda, não foram as ações do Banco do Brasil (BBAS3) que perderam mais valor de mercado entre os dias 19 e 22 de agosto de 2025, apesar da companhia ser uma estatal e mais diretamente na mira da Lei Magnitsky.
Na verdade, entre os cinco maiores bancos listados na B3, quem mais acumula desconto no curto prazo é o privado BTG Pactual (BPAC11), cuja capitalização cedeu de R$ 228,72 bilhões no último dia 19 para fechar a última sexta-feira (22) com saldo de R$ 217,04 bilhões, uma queda de −11,08%.
O levantamento elaborado por Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, também aponta que as instituições perderam, de forma consolidada, R$ 46,29 bilhões em valor de mercado, em apenas quatro pregões, embora o setor bancário ainda tenha tido uma boa recuperação no dia 22 de agosto, angariando R$ 27,55 bilhões, reduzindo a perda acumulada de quatro dias para R$ 18,75 bilhões.
O desempenho foi puxado pelo Itaú Unibanco, que sozinho adicionou R$ 9,31 bilhões ao seu valor de mercado, seguido por Bradesco (+R$ 4,86 bilhões), Banco do Brasil (+R$ 4,62 bilhões), Santander Brasil (+R$ 2,61 bilhões) e BTG Pactual (+R$ 6,14 bilhões).
"Só o ITUB4, maior banco listado do país, chegou a perder R$ 14,71 bilhões no dia 19, mas terminou a semana com queda acumulada de R$ 4,10 bilhões, ainda assim menos intensa do que no auge das perdas", destaca o consultor financeiro.
Com o resultado, os cinco maiores bancos encerraram o período analisado avaliados em R$ 976,9 bilhões, bem abaixo do patamar de R$ 995,6 bilhões observados em 18 de agosto.
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