Minerva (BEEF3) diz que não há definição sobre fechamento de capital
A companhia também relembrou entendimentos já adotados pela CVM em processos anteriores.
A Minerva (BEEF3) espera concluir ainda neste mês de outubro o negócio de R$ 7,5 bilhões que envolve a aquisição de parte da operação da Marfrig (MRFG3) na América do Sul.
⚖️ O prazo foi reafirmado nesta terça-feira (8), depois que transitou em julgado a decisão do Tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que aprovou o negócio, com restrições.
Em julgamento realizado em 25 de setembro, o Cade deu aval ao negócio, sob a condição de que a Minerva tomasse medidas para garantir a preservação de um ambiente competitivo e equilibrado no mercado de carnes bovina e ovina do país.
Ao todo, o Cade impôs duas restrições ao negócio:
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À época, a Minerva disse que não tinha a intenção de reabrir a planta de Pirenópolis, fechada desde 2010. As companhias, no entanto, teriam mostrado "resistência" e foram "pouco sensíveis" aos riscos concorrenciais em Mato Grosso, segundo o relator do processo no Cade, o conselheiro Carlos Jacques.
A Minerva não falou sobre o assunto. Ao comunicar o trânsito em julgado da decisão nesta terça-feira (8), disse apenas que "segue trabalhando juntamente com a Vendedora para concluir a verificação das demais condições precedentes previstas no 'Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças'".
A Marfrig reforçou que, "na consumação das demais condições precedentes previstas no contrato, a Companhia ratifica que o fechamento da operação ocorra até o final do mês de outubro de 2024".
🥩 O acordo entre Minerva e Marfrig foi anunciado em agosto de 2023 e envolvia 16 plantas produtivas na América do Sul. Por isso, foi avaliado em R$ 7,5 bilhões.
Com isso, a Minerva deve comprar oito unidades de abate de bovinos, três unidades inativas e um centro de distribuição da Marfrig no Brasil, além de uma unidade de abate de bovinos na Argentina e uma unidade de abate de ovinos no Chile.
Também estava prevista a compra de três unidades de abate de bovinos no Uruguai. Contudo, o órgão de concorrência do Uruguai barrou a aquisição dessas unidades em maio.
De acordo com a Minerva, o negócio "reforça sua liderança como a maior exportadora de carne bovina da América do Sul". Já a Marfrig disse, em agosto de 2023, que a operação estava alinhada à "estratégia de focar na produção de carnes com marca e produtos de maior valor agregado".
A companhia também relembrou entendimentos já adotados pela CVM em processos anteriores.
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