Juros compostos altos voltam à renda fixa e XP revela investimentos promissores

A disparada dos juros futuros evoca espada de dois gumes: mais rendimento em novos aportes e prejuízo para quem já estava posicionado.

Publicado em 27/10/2026 às 19:35h Publicado em 27/10/2026 às 19:35h por Lucas Simões
XP prefere investimentos pós-fixados, como o Tesouro Selic 2031 (Imagem: Shutterstock)
XP prefere investimentos pós-fixados, como o Tesouro Selic 2031 (Imagem: Shutterstock)
A reprecificação dos investimentos brasileiros, proveniente da vitória inesperada do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das Eleições 2026, devolveu à renda fixa os juros compostos em patamares elevados e rendeu um relatório inteiro na XP para traçar onde estão as oportunidades.
De cara, os investidores notaram que a disparada dos juros futuros longos já está presente nas taxas atuais do Tesouro Direto, em que os prefixados beiram novamente os 15% ao ano, enquanto os indexados à inflação negociam acima da barreira psicológica de IPCA+ 7% ao ano. E será que é hora de investir pesado? 
“Movimentos mais intensos podem criar pontos de entrada mais atrativos em títulos prefixados e indexados à inflação, especialmente para investidores com horizonte de médio e longo prazo e capacidade de manter os papéis até o vencimento”, afirma a XP. 
Embora os analistas da corretora reconheçam a vantagem dos novos aportes em dinheiro sobre patamares de juros compostos elevados em títulos de médio e longo prazo, como o Tesouro Prefixado 2032 ou o Tesouro Renda+ 2065, os especialistas têm preferência por outro indexador de rentabilidade. 
Acaba que os títulos pós-fixados são os prediletos pela XP para aproveitar o atual nível de juros compostos elevado, carregando as taxas até o vencimento com bem menos solavancos no patrimônio. Entre os títulos públicos, tanto o Tesouro Selic 2031 quanto o Tesouro Reserva 2036 representam a categoria dos pós-fixados. 
Já entre os prefixados, a corretora limita sua recomendação para títulos com vencimento de até dois anos, já que os juros futuros podem continuar subindo e implicar em prejuízos na marcação a mercado. A única opção disponível entre os títulos públicos seria o Tesouro Prefixado 2029, embora o mesmo supere por pouco o limite do prazo de vencimento de até dois anos.
Enfim, os indexados à inflação (IPCA+) são viáveis dentro da estratégia recomendada da XP, desde que respeitem um prazo de vencimento médio de seis anos. Ou seja, apenas o Tesouro IPCA+ 2032 caberia na janela de oportunidades, rendendo quase IPCA+ 7,80% ao ano nesta terça-feira (27).