Ibovespa sobe e dólar cai de olho no Oriente Médio

O IFIX, índice que reúne os principais fundos negociados na Bolsa, subia 0,12%.

Publicado em 09/06/2026 às 13:26h Publicado em 09/06/2026 às 13:26h por Elanny Vlaxio
O dólar recuava 0,34% (Imagem: Shutterstock)
O dólar recuava 0,34% (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa operava em alta nesta sessão, refletindo o alívio dos investidores com a redução das tensões no Oriente Médio e a queda dos preços do petróleo. Às 11h41, no horário de Brasília, o principal índice da Bolsa brasileira avançava 1,02%, aos 170.367,17 mil pontos, enquanto o dólar recuava 0,34%, cotado a R$ 5,18.
O movimento positivo da renda variável veio acompanhado de uma forte correção no mercado internacional de petróleo. No mesmo horário, o contrato do WTI registrava queda de 3,40%, negociado a US$ 87,90 por barril, em meio à diminuição dos temores sobre possíveis impactos na oferta global da commodity. 
O ambiente mais favorável também se refletia nos fundos imobiliários. O IFIX, índice que reúne os principais fundos negociados na Bolsa, subia 0,12%, alcançando 3.832,30 mil pontos. Já no mercado de criptomoedas, o  Bitcoin (BTC) caía 4,12%, enquanto o Ethereum (ETH) recuava 2,83%, mostrando um movimento oposto ao observado na Bolsa brasileira. Lá fora, o cenário era misto, com:

O que mexe com o mercado

Após o anúncio de uma trégua entre Israel e Irã, os mercados seguem atentos aos próximos desdobramentos do conflito nesta terça-feira (9). O clima ainda é de cautela, mesmo depois de sinais de redução das tensões no Oriente Médio.
O comando militar iraniano informou a suspensão de suas operações contra Israel após os dois países voltarem a trocar disparos na segunda-feira (8), marcando o primeiro episódio de confrontos desde a entrada em vigor do cessar-fogo firmado em abril.
Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia indicado que um acordo para encerrar os ataques estava próximo. O republicano afirmou que um cessar-fogo estava sendo negociado e demonstrou irritação com a retomada dos confrontos.
Aqui no Brasil, os investidores reagem a alta do IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) que desacelerou a 0,87% em maio, segundo informações da FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado acumulado em 12 meses chegou a subir 2,53%. 
"Os últimos indicadores mostram uma reversão no processo de desinflação inicialmente impulsionado pelo choque de oferta no preço dos combustíveis, mas outros fatores também contribuem para elevação nos preços, como os efeitos climáticos que impactaram o preço de alguns alimentos e a persistência na inflação de serviços. Com isso, o mercado reduz a chance de corte na Selic ao longo desse ano", avaliou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.

Veja também as maiores altas do Ibovespa

E as maiores baixas 

  • TOTS3: -0,99%; R$ 32,04;
  • USIM5: -0,98%; R$ 11,07;
  • WEGE3: -0,98%; R$ 43,57;
  • MBRF3: -0,90%; R$ 15,39;
  • GGBR4: -0,84%; R$ 23,48.