Weg (WEGE3): Mercado volta a apostar na ação, após balanço do 2T26

A avaliação é de que a companhia parece estar entrando em um novo ciclo de crescimento.

Publicado em 28/07/2026 às 12:08h Publicado em 28/07/2026 às 12:08h por Marina Barbosa
Weg voltou à lista de recomendações de dois bancões (Imagem: Shutterstock)
Weg voltou à lista de recomendações de dois bancões (Imagem: Shutterstock)
A Weg (WEGE3) voltou a atrair a atenção dos investidores, após entregar dados melhores que o esperado no segundo trimestre de 2026.
A avaliação dos analistas é de que a empresa está entrando em um novo ciclo de crescimento. Logo, não deve demorar a entregar resultados fortes de novo.
Diante dessa perspectiva, a Weg voltou à lista de recomendações de grandes bancos e disparou na B3: a alta acumulada desde a apresentação do balanço é de quase 10%.

O que aconteceu?

Por muito tempo, a Weg entregou taxas de crescimento que enchiam os olhos do mercado. Porém, recentemente, o encantamento acabou virando decepção.
A fabricante de motores elétricos enfrentou nos últimos anos uma demanda menor, em meio às incertezas econômicas e aos juros elevados. Além disso, viu a sua receita externa ser achatada pela desvalorização do dólar
🔎 Diante disso, a Weg vinha entregando resultados abaixo do esperado pelo mercado. Porém, essa situação parece enfim estar ficando para trás.
A companhia superou as expectativas do mercado ao apresentar os resultados do segundo trimestre de 2026, na última quarta-feira (22), deixando os analistas com a impressão de que o pior já passou.
A Weg obteve uma receita líquida de R$ 10,14 bilhões, um Ebitda de R$ 2,21 bilhões e um lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre de 2026.
Os dados recuaram levemente na base de comparação anual, mas cresceram frente ao trimestre anterior, impulsionados sobretudo pela melhora da atividade industrial e da demanda pelos produtos da Weg.
As margens da empresa também mostraram resiliência, com os esforços de melhorias em eficiência operacional e ganhos de produtividade compensando a alta de custos de matérias-primas e as tarifas americanas.

A avaliação do mercado

Diante dos dados do segundo trimestre de 2026, o mercado passou a acreditar que o pior já passou e que a Weg está prestes a entrar em um novo ciclo de crescimento.
📈 De acordo com a XP, o sentimento dos investidores atingiu o melhor nível em quase dois anos, com quase metade dos respondentes enxergando os resultados como um catalisador para a compra dos papeis.
De fato, a Weg subiu na avaliação de grandes players do mercado, chegando a reconquistar a recomendação de compra do JP Morgan e do Bradesco BBI, após a divulgação do balanço.
O JP Morgan elevou a recomendação para as ações da Weg de neutra para overweight (equivalente à compra), com um preço-alvo de R$ 56 para 2027.
A avaliação é de que, após um primeiro semestre mais fraco, a Weg voltará a registrar um ritmo forte de crescimento, dado o aumento da capacidade produtiva de transformadores e da demanda por baterias e outros equipamentos de mobilidade elétrica.
O JP Morgan ainda classificou a Weg como uma das melhores alternativas para atravessar o período de incerteza macroeconômica à frente, marcado por eleições e juros elevados por mais tempo, devido à sua elevada exposição aos mercados internacionais.
💲 O Bradesco BBI também elevou a recomendação para as ações de neutra para compra, mas foi ainda mais otimista e subiu o preço-alvo do papel para R$ 60.
"A companhia parece entrar em uma nova fase de aceleração, com crescimento da receita saindo de patamares baixos de um dígito para 11% no quarto trimestre de 2026, 17% em 2027 e 16% em 2028, à medida que expansões de capacidade entram em operação e novas frentes de negócio ganham tração", explicou.
O otimismo se deve à projeção de uma demanda doméstica mais forte por equipamentos eletroeletrônicos industriais e por uma visão mais construtiva para os Estados Unidos, além da perspectiva de que a procura por sistemas de armazenamento de energia por baterias e projetos de energia solar e eólica impulsionem os negócios da empresa nos próximos anos.
O Itaú BBA também reviu as projeções para a Weg, elevando o preço-alvo de R$ 48 para R$ 50 e reiterando a recomendação de compra, por entender que "o pior ficou para trás".
"À medida que o crescimento se reacelera no 2S26 e retorna à faixa de 15%-20% nos anos seguintes, as expectativas dos investidores devem migrar da decepção para a revisão", afirmou.
Para completar a onda de otimismo, a Weg anunciou nessa segunda-feira (27) um contrato bilionário com a Engie (EGIE3). Veja os detalhes aqui.
⚠️ Ainda assim, o Goldman Sachs elevou a recomendação de venda para neutra e estabeleceu um preço-alvo de R$ 42,60 para o papel. Isto é, um target inferior à cotação atual do papel, que era negociado por R$ 47 na abertura desta terça-feira (28).
Isso porque o banco concorda que o ritmo de crescimento da Weg deve voltar a ganhar tração nos próximos trimestres, mas acredita que boa parte dessa melhora já está embutida no atual preço da ação.
Apesar da perspectiva de melhora dos resultados, os analistas lembram que é preciso monitorar o impacto das novas tarifas americanas nos negócios da Weg nos próximos meses.

WEGE3

WEG
Cotação

R$ 46,62

Variação (12M)

34,06 % Logo WEG

Margem Líquida

15,58 %

DY

4.32%

P/L

31,29

P/VP

10,37