Ibovespa sobe à espera do balanço da Vale (VALE3); dólar cai

No mercado de câmbio, o dólar recuava 0,66%, sendo negociado a R$ 5,09.

Publicado em 30/07/2026 às 11:07h Publicado em 30/07/2026 às 11:07h por Elanny Vlaxio
Entre as commodities, o petróleo registrava queda de 1,05% (Imagem: Shutterstock)
Entre as commodities, o petróleo registrava queda de 1,05% (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa operava em alta na manhã desta quinta-feira (30), impulsionado pela expectativa dos investidores em torno da divulgação do balanço da Vale (VALE3). Ao mesmo tempo, o dólar perdia força frente ao real, enquanto o mercado também acompanhava o desempenho das commodities, das criptomoedas e das bolsas internacionais.
Por volta das 10h35 (horário de Brasília), o principal índice da Bolsa brasileira avançava 0,59%, aos 174.915,45 mil pontos. No mercado de câmbio, o dólar recuava 0,66%, sendo negociado a R$ 5,09.
Entre as commodities, o petróleo registrava queda de 1,05%, com o barril cotado a US$ 83,54.
Na renda variável, o IFIX, índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados da B3, também operava no campo positivo. O indicador avançava 0,04%, aos 3.798,70  mil pontos, acompanhando o desempenho favorável do mercado acionário brasileiro.
O mercado de criptomoedas também apresentava recuperação. O Bitcoin (BTC) subia 0,70%, enquanto o Ethereum (ETH) avançava 0,60%, refletindo a valorização das principais moedas digitais. No exterior, o cenário era de cautela e as principais bolsas internacionais operavam sem direção única.
Veja como operavam as bolsas em Nova York:

O que mexe com o mercado

No cenário doméstico, foi divulgado o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de julho, referência para reajustes de contratos, como aluguéis e tarifas de energia. O índice registrou queda de 1,16% no mês, aprofundando o recuo observado em junho, quando havia cedido 0,50%.
"Vale notar, porém, que o conflito no Oriente Médio voltou a se intensificar nas últimas semanas, o que pode reverter parte desse alívio nas próximas leituras do IPA, um fator que o Banco Central deve monitorar de perto na leitura da inflação de curto prazo", avaliou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
No exterior, o mercado segue repercutindo a decisão de política monetária anunciada na véspera pelo Fed (Federal Reserve), banco central dos EUA. 
"De modo geral, tanto a sinalização do comunicado, que mostra três membros inclinados a aumentar os juros já nessa reunião, quanto a entrevista, na qual Warsh ressaltou a necessidade de estabilizar os preços, apontam para uma sinalização que reforça a possibilidade de aumento de juros esse ano", pontuou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.
Nesta quinta-feira, os investidores também analisam a leitura preliminar do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao segundo trimestre. Os dados mostraram que a economia dos Estados Unidos cresceu 1,5% no período, abaixo da expansão de 2,1% registrada no trimestre anterior e da expectativa de 1,8% dos analistas. 
Outro indicador acompanhado pelo mercado foi o PCE (índice de preços de gastos com consumo pessoal), que recuou 0,1% em junho, após alta de 0,5% em maio.
"Mesmo com o núcleo surpreendendo para baixo, o mercado segue atribuindo probabilidade relevante a uma alta de juros em setembro, refletindo a postura de Kevin Warsh de evitar qualquer sinalização de "missão cumprida" enquanto a inflação permanecer bem acima do objetivo do banco central americano", acrescentou Kayo.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
  • MOTV3: +3,74% a R$ 14,69;
  • CEAB3: +2,74% a R$ 9,36;
  • COGN3: +2,28% a R$ 2,24;
  • WEGE3: +2,13% a R$ 46,61;
  • BRKM5: +2,10% a R$ 5,84;
E as maiores baixas
  • USIM5: -3,85% a R$ 8,00;
  • ABEV3: -3,08% a R$ 15,41;
  • BBDC3: -2,62% a R$ 15,62;
  • BBDC4: -2,29% a R$ 17,93;
  • TIMS3: -1,39%; a R$ 19,21.