Mais de 30 empresas negociam ações abaixo de R$ 1 na B3; entenda os riscos

Estudo também aponta 133 empresas com ações abaixo de R$ 5, o segundo maior número da série histórica.

Publicado em 30/07/2026 às 10:27h Publicado em 30/07/2026 às 10:27h por Wesley Santana
Resultado é quase recorde e acende alerta para momento do mercado de capitais (Imagem: Shutterstock)
Resultado é quase recorde e acende alerta para momento do mercado de capitais (Imagem: Shutterstock)

Um levantamento feito pela consultoria Elos Ayta mostrou que, no segundo trimestre deste ano, a bolsa brasileira quase voltou a registrar um número recorde de ações classificadas como penny stocks. O termo se refere às companhias que negociam seus papéis por menos de R$ 1.

De acordo com o levantamento, ao todo, 32 companhias estão nessa faixa, que é considerada um limite mínimo para o mercado de capitais. O recorde atual é do primeiro trimestre de 2025, quando eram 33 companhias nessa categoria.

Embora, para o investidor, essa classificação não represente nada diretamente, de acordo com as regras do mercado de capitais, isso não pode acontecer. Essas companhias devem sempre buscar maneiras de negociar seus papéis acima desse patamar, como forma de promover a liquidez e gerar mais interesse dos acionistas.

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Muitas dessas empresas, inclusive, já foram notificadas pela CVM para encontrarem estratégias para aumentar o valor de seus papéis. Uma das ferramentas disponíveis é o agrupamento de ações, que transforma um grupo de papéis em uma única ação, multiplicando instantaneamente o valor no balcão da bolsa.

O levantamento também considerou empresas que operam abaixo de R$ 5. Neste caso, são 133 marcas, também o segundo maior número da série histórica, atrás apenas do segundo trimestre de 2025.

A consultoria acredita que a junção desses dados pode trazer um indicativo importante do atual momento da bolsa, conforme destacado em artigo no Estadão. “O estudo oferece um indicador complementar da qualidade, profundidade e atratividade do mercado de capitais nacional, uma métrica que pode ser útil não apenas para investidores, mas também para gestores, reguladores e formuladores de políticas voltadas ao desenvolvimento do mercado brasileiro”, comenta Einar Rivero, que coordena a consultoria.

Grupo Toky agrupa ações para continuar na B3

Nesta semana, uma das empresas que eram consideradas penny stocks decidiu agrupar suas ações para deixar a lista da B3. O Grupo Toky (TOKY3), que passa por recuperação judicial, anunciou o grupamento na proporção de 20 para 1.

Com a decisão, que entra em vigor no dia 28 de agosto, os papéis devem passar a valer cerca de R$ 6. Atualmente, cada ação é negociada por menos de R$ 0,30.