Ibovespa cai e dólar sobe com dados de emprego nos EUA acima do esperado

Dados econômicos definem rumo do Ibovespa e da cotação do dólar ao longo do dia.

Publicado em 05/06/2026 às 10:59h Publicado em 05/06/2026 às 10:59h por Wesley Santana
Dólar é termômetro serve de termômetro para sentir reação dos investidores ao longo do dia (Imagem: Shutterstock)
Dólar é termômetro serve de termômetro para sentir reação dos investidores ao longo do dia (Imagem: Shutterstock)

Nesta sexta-feira (5), a bolsa de valores opera em baixa de 0,3%, conforme dados da B3. Nos primeiros minutos do pregão, o Ibovespa (IBOV) recuou para abaixo de 170 mil pontos. 

O pregão de hoje tem como principal ponto de atenção dois dados que foram divulgados no exterior. O mercado esperava que tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia oficializassem indicadores que iam ditar o rumo da bolsa brasileira e também a cotação do dólar ao longo do dia.

Em Wall Street, os olhos estavam voltados para o relatório de empregos (chamado de payroll), que projetava vir na casa de 85 mil vagas em maio. No entanto, o mercado de trabalho acelerou ao longo de maio e fechou o mês com 172 mil novas vagas. 

Na prática, o resultado reduz as chances de que o Fed (Federal Reserve) decida cortar a taxa de juros no país. Sabendo que os títulos de renda fixa vão continuar pagando mais, os investidores estrangeiros preferem manter seus recursos no exterior. 

Por isso, o dólar acelerou também nos primeiros minutos e chegou a R$ 5,13, de acordo com o Banco Central. O avanço de 1% faz com que a divisa atinja um dos maiores patamares em quase dois meses. 

Já na Europa, a Zona do Euro ainda deve informar ao mercado qual foi o resultado do seu PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre deste ano. A projeção dos analistas é que o indicador avance 0,1% entre janeiro e março, repetindo o mesmo movimento do último trimestre do ano passado.

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O mercado também deve reagir às negociações para o fim das guerras na Ucrânia e no Irã, que vêm sendo discutidas nos últimos dias. Na quinta-feira, o presidente ucraniano chegou a enviar uma carta ao seu par russo pedindo um encontro para fechar um acordo de paz para o conflito que se arrasta há mais de quatro anos.

“Não tenha medo de trilhar o caminho para sair desta guerra. Isso é o principal que se exige de você neste momento”, escreveu Zelensky a Putin. “A Ucrânia propõe encerrar esta guerra por meio de um diálogo direto entre nós — você e eu. Estou propondo uma reunião... Se você não chegar pessoalmente à conclusão de que é hora de acabar com esta guerra, a Ucrânia continuará lutando por sua existência”, escreveu o ucraniano.

Na última quarta (3), a bolsa de valores fechou com baixa de 2,2%, aos 170,3 mil pontos, depois que os Estados Unidos ameaçaram um novo tarifaço a mais de 60 países, incluindo o Brasil. Naquele dia, o dólar avançou e terminou o pregão cotado em R$ 5,06.

E as ações?

Entre as ações que mais contribuem para o resultado de hoje, se destaca a CSN (CSNA3) que cai mais de 5,2% no dia. A empresa negocia seus papeis em cerca de R$ 6,30, conforme informações da B3. 

Na sequência, aparece a Copasa (CSMG3) que cai cerca de 4,8% e vai à casa de R$ 57,10. O pódio fica completo com a Usiminas (USIM5), que recua em 3%, para R$ 11,10. 

Já na outra ponta, o Magazine Luiza (MGLU3) é quem mais ajuda o IBOV para que não caia mais. A varejista acelera 4,3% e negocia seus ativos em R$ 5,50.

Embraer (EMBJ3) também opera no campo de alta, com avanço de 3% e ações cotadas em R$ 71,89. Há a Raízen (RAIZ4) cresce 2,5% e negocia seus papéis na faixa de R$ 0,40.

Nos indicadores da B3, quase todos eles operam com baixa expressiva no pregão. O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) até tenta avançar, mas acaba ficando no zero a zero.