11 diretores da PF deixam cargos após afastamento de Andrei Rodrigues pelo STF

Diretores classificaram o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal como “ataque injustificado”.

Publicado em 08/09/2026 às 16:45h Publicado em 08/09/2026 às 16:45h por Wesley Santana
PF entra na mesma crise pela qual passa o STF (Imagem: Shutterstock)
PF entra na mesma crise pela qual passa o STF (Imagem: Shutterstock)

Um grupo de 11 diretores da Polícia Federal colocou seus cargos à disposição na tarde desta terça-feira (8). Eles reagem ao afastamento do diretor-geral, Andrei Rodrigues, por ordem do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em comunicado conjunto enviado ao diretor-geral substituto, o grupo classificou o afastamento do chefe como “ataque injustificado”. Na mesma decisão, Mendonça afastou o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada.

“Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja. […] Repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles [Andrei e Leandro] ou à Política Federal uma atuação não republicana”, diz a nota.

"Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral”, destacam.

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Também nesta tarde, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Andrei. O julgamento, no entanto, foi suspenso depois que o ministro Gilmar Mendes fez pedido de vista.

Mais cedo, a AGU (Advocacia Geral da União) informou que vai recorrer da decisão de Mendonça. A instituição deve alegar violação de competência da Presidência da República, que é quem tem responsabilidade por nomear ou exonerar o ocupante deste cargo.

"Cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores", finaliza o texto dos diretores.

Quem assinou a carta?

  1. Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor)
  2. Fabrício Schommer Kerber, diretor de Polícia Administrativa (DPA)
  3. Otavio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCiber)
  4. Felipe Tavares Seixas, diretor de Cooperação Internacional (DCI)
  5. Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas (DGP)
  6. Roberto Reis Monteiro Neto, diretor Técnico-Científico (Ditec)
  7. André Luis Lima Carmo, diretor de Administração e Logística (DLog)
  8. Christiane Correa Machado, diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia (Diren-ANP)
  9. Alexsander Castro de Oliveira, diretor de Proteção à Pessoa (DPP)
  10. Ademir Dias Cardoso Júnior, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI)
  11. Humberto Freire de Barroso, diretor da Amazônia e Meio Ambiente (Damaz)