Fim da 6x1: Como votou cada deputado e o que falta para começar a valer?

No 2º turno foram 461 votos favoráveis e 19 votos contrários.

Publicado em 28/05/2026 às 13:40h Publicado em 28/05/2026 às 13:40h por Elanny Vlaxio
33 deputados estavam ausentes (Imagem: Câmara dos Deputados)
33 deputados estavam ausentes (Imagem: Câmara dos Deputados)
A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (27) o texto-base da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A votação movimentou o plenário e expôs divisões entre partidos e parlamentares sobre a mudança nas regras da jornada de trabalho no país.
A proposta avançou após receber apoio da maioria dos deputados presentes na sessão. A votação nominal permitiu identificar como cada parlamentar se posicionou em relação ao texto, além de evidenciar diferenças de orientação entre as bancadas partidárias.
Partidos de esquerda e legendas da base governista concentraram a maior parte dos votos favoráveis à proposta. Já siglas de centro e direita registraram maior divisão interna, com deputados votando tanto a favor quanto contra o texto.

Veja como votou cada deputado

No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra. Ausentes foram 18 deputados e houve 1 obstrução.
11 deputados do PL votaram contra a PEC: Bibo Nunes, Caroline De Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinerhr, Julia Zanatta, Mauricio Marcon, Nicoletti, Paulo Marinho Jr., Ricardo Guidi, Rosangela Moro e Zé Trovão;
O Novo teve 4 votos contrários: Adriana Ventura, Gilson Marques, Marcel van Hattem e Ricardo Salles;
União Brasil e o MDB tiveram dois votos: do União, foram Fabio Schiochet e Fausto Pinato; do MDB, Carlos Chiodini e Pezenti;
PSD, PP e Missão, um: Lucas Redecker (PSD-RS); Sergio Turra (PP-RS) e Kim Kataguiri (Missão-SP);
Todos os 65 deputados do PT estavam presentes e votaram a favor da PEC;
Houve uma obstrução do deputado Luiz Lima (Novo-RJ);
Os 18 deputados ausentes foram: Adolfo Viana (PSDB-BA), Afonso Motta (PDT-RS), Alexandre Leite (União Brasil-SP), Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Cobalchini (MDB-SC), Dilceu Sperafico (PP-PR), Geovania de Sá (Republicanos-SC), Guilherme Derrite (PP-SP), João Carlos Bacelar (PL-BA), José Priante (MDB-PA), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Newton Cardoso Jr (MDB-MG), Padovani (PP-PR), Pedro Lupion (Republicanos-PR), Roberto Monteiro Pai (PL-RJ), Sergio Souza (MDB-PR), Tião Medeiros (PP-PR) e Yandra Moura (União Brasil-SE).
No 2º turno, foram 461 votos favoráveis e 19 votos contrários e 33 deputados estavam ausentes.
9 deputados do PL votaram contra a PEC: Bibo Nunes, Caroline De Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinerhr, Julia Zanatta, Mauricio Marcon, Nicoletti, Ricardo Guidi e Rosangela Moro;
Todos os 65 deputados do PT estavam presentes e votaram a favor;
O Novo teve 4 votos contrários (Adriana Ventura, Gilson Marques, Marcel van Hattem e Ricardo Salles). MDB teve dois votos (Carlos Chiodini e Pezenti); União Brasil, PSD, PP e Missão, um: Fabio Schiochet (União Brasil-SC), Lucas Redecker (PSD-RS), Sergio Turra (PP-RS) e Kim Kataguiri (Missão-SP);
Os 33 deputados ausentes foram: Adolfo Viana (PSDB-BA), Alexandre Leite (União Brasil-SP), Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Átila Lins (PSD-AM), Beto Pereira (Republicanos-MS), Célio Studart (PSD-CE), Cobalchini (MDB-SC), Diego Andrade (PSD-MG), Dilceu Sperafico (PP-PR), Eriberto Medeiros (PSB-PE), Geovania de Sá (Republicanos-SC), Guilherme Derrite (PP-SP), João Carlos Bacelar (PL-BA), Jorge Araujo (PP-BA), Julio Arcoverde (PP-PI), Júlio César (PSD-PI), Luciano Vieira (PSDB-RJ), Luiz Lima (Novo-RJ), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Marcos Pollon (PL-MS), Misael Varella (PSD-MG), Newton Cardoso Jr (MDB-MG), Padovani (PP-PR), Paulo Marinho Jr (PL-MA), Pedro Lupion (Republicanos-PR), Roberto Monteiro Pai (PL-RJ), Sergio Souza (MDB-PR), Sidney Leite (PSD-AM), Silvio Antonio (PL-MA), Tião Medeiros (PP-PR), Yandra Moura (União Brasil-SE) e Zé Trovão (PL-SC).

Quando começa a valer o fim da escala 6x1?

Apesar da aprovação do texto-base da PEC que prevê o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados, a mudança ainda não entra em vigor imediatamente. Isso porque a proposta ainda precisa avançar em outras etapas do Congresso Nacional antes de passar a valer oficialmente.
Após a votação na Câmara, o texto segue para análise do Senado Federal. Os senadores ainda poderão discutir, alterar ou aprovar a proposta da forma como ela saiu da Câmara. Caso o Senado faça mudanças no conteúdo, a PEC precisará retornar para nova votação entre os deputados.