EUA criam 172 mil empregos em maio e reduzem expectativa de corte de juros

Payroll supera projeções do mercado e reforça cenário de cautela para o Federal Reserve.

Publicado em 05/06/2026 às 11:47h Publicado em 05/06/2026 às 11:47h por Wesley Santana
Departamento de Estatísticas Laborais é responsável por divulgar dados mensais (Imagem: Shutterstock)
Departamento de Estatísticas Laborais é responsável por divulgar dados mensais (Imagem: Shutterstock)

O governo dos Estados Unidos publicou, na manhã desta sexta-feira (5), os dados de emprego de maio. Segundo o U.S. Bureau of Labor Statistics, foram criadas 172 mil novas vagas ao longo do mês.

O número veio bem acima das expectativas do mercado, que esperava algo na faixa de 85 mil postos. Veio também com variação positiva em relação a abril.

O departamento aproveitou o momento para revisar os dados dos dois meses anteriores. Diante disso, os dados corrigidos ficaram em: 214 mil empregos em março e 179 mil em abril.

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Ainda de acordo com o governo, a taxa de desemprego ficou em 4,3% em maio, mantendo a mesma taxa de abril. Já o salário médio por hora cresceu 0,32% e chegou a US$ 37,53 no final do mês.

Os novos dados de emprego surgem como uma pressão em relação às expectativas de queda na taxa de juros. Com um mercado de trabalho em crescimento, as chances de que o Fed (Federal Reserve) corte o indicador ficam ainda menores, conforme avaliam especialistas.

Mesmo assim, a Casa Branca tem defendido a redução dos juros, ainda mais com a troca do presidente do Fed. “O mercado de trabalho está muito forte nos Estados Unidos e a gente poderia cortar as taxas”, destacou o conselheiro econômico nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, em entrevista à CNBC.

Os dados caíram como uma bomba no mercado acionário, que passa por um mau momento nesta sexta. As bolsas e indicadores dos Estados Unidos operam em forte queda, conforme mostram seus respectivos dados.

Em Nasdaq, a baixa é de 1,5%, com o indicador operando em 26,4 mil pontos. Na NYSE, a situação é um pouco menos grave, já que o recuo é de 0,5%, para perto de 23.450 pontos.

Houve também repercussão na bolsa brasileira, que opera com baixa de 0,3%, abaixo dos 170 mil pontos. No campo das criptomoedas, o Bitcoin (BTC) sofre uma perda de 1,7% no dia, sendo negociado em R$ 312,2 mil, de acordo com os monitores do segmento.