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Ibovespa (IBOV) encerrou o último pregão antes do segundo turno com alta de +0,47%, aos 205.082,56 pontos, revertendo duas quedas consecutivas.
O índice oscilou entre a mínima de 203.428,00 pontos e a máxima de 205.757,04 pontos, com volume financeiro de R$ 43,50 bilhões.
Apesar do fechamento positivo, a semana terminou levemente negativa, com recuo de -0,17%. No mês, porém, o saldo segue forte, com alta de +10,06%, e o ganho acumulado em 2026 chega a +27,28%.
O destaque do dia ficou para o câmbio. O
dólar comercial despencou -0,90% e voltou a ser negociado abaixo de R$ 5, fechando a R$ 4,99, após duas altas seguidas.
O movimento foi na contramão do exterior, já que o DXY subiu +0,19%, aos 101,80 pontos. Na semana, a moeda americana acumulou queda de -1,64%. Os juros futuros também recuaram por toda a curva.
Empate no Datafolha mantém investidores posicionados
Mesmo com o acirramento, boa parte do mercado segue posicionada para uma vitória do senador.
A percepção predominante entre os agentes é de que Flávio ainda estaria à frente e que restaria pouco tempo para uma virada. Por isso, os investidores demonstraram pouca disposição para alterar posições antes da votação de domingo.
Outras pesquisas divulgadas ao longo do dia reforçaram o cenário apertado. O Instituto Vox Brasil mostrou Lula com 50,6% dos votos válidos contra 49,4% de Flávio, diferença dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais. No cenário estimulado, o petista aparece com 45,4% e o senador com 44,3%.
Diplomatas estrangeiros em Brasília também entraram na conta. Segundo a Reuters, quatro embaixadores afirmaram que avaliam reconhecer rapidamente o vencedor, com o objetivo de evitar tentativas externas de declarar prematuramente a vitória de qualquer um dos candidatos.
IPCA-15 desacelera, mas inflação de serviços preocupa
No ano, o indicador acumula alta de 4,15% e, em 12 meses, de 4,62%, acima dos 4,47% registrados nos 12 meses anteriores e acima do teto da meta, de 4,50%.
Brent supera US$ 116 e Wall Street cai
No exterior, o petróleo foi o grande protagonista. O
Brent para dezembro fechou em alta de +3,14%, a US$ 116,72 o barril, enquanto o
WTI avançou +3,82%, a US$ 103,27.
A escalada veio com novos ataques dos houthis do Iêmen à Arábia Saudita e relatos de que Estados Unidos e Israel prepararam planos para novos ataques ao Irã após as eleições legislativas americanas, marcadas para 3 de novembro.
Em Nova York, os índices fecharam no vermelho, pressionados por uma forte onda de vendas de ações de tecnologia. O Dow Jones caiu 1,24%, o S&P 500 recuou 0,52% e o Nasdaq cedeu 0,21%.
Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research, descreveu o mercado de inteligência artificial como uma "bolha" em entrevista à CNBC, mas ponderou que o ajuste pode ser saudável. "Tirar um pouco do ar da bolha da IA é algo positivo. Não acho que ela vá estourar e criar problemas para a economia", afirmou.
Petrobras e BB puxam a alta
No mercado local, a
Petrobras (PETR4) sustentou ganhos firmes ao longo do dia, acompanhando o petróleo, com a PETR4 subindo +1,47% e a PETR3 avançando +0,79%.
O Bradesco começou o dia em forte baixa, chegando a cair 1,88% logo após divulgar o balanço do terceiro trimestre, mas reverteu o movimento.
O banco reportou
lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões, alta de 14,6% em um ano e em linha com o consenso, acompanhado do anúncio de um programa de recompra de ações. O
ROE ficou em 16%, ante 17,1% no trimestre anterior.
A inadimplência, porém, preocupou. O índice acima de 90 dias subiu para 4,6%, ante 4,1% um ano antes, e o custo do crédito cresceu 24,3%, a R$ 10,6 bilhões.
"Eu vejo um horizonte de maior pressão de crédito, de custo de crédito, de índices de inadimplência um pouco maiores, mas eu tenho a segurança de que a nossa carteira é uma carteira muito mais controlada do que o mercado", afirmou o CEO Marcelo Noronha.
Americanas dispara 14% e varejo lidera os ganhos
Maiores altas do Ibovespa na semana
- CSN (CSNA3): +12,41% | R$ 6,07
- Usiminas (USIM5): +4,74% | R$ 6,63
- Natura (NATU3): +4,50% | R$ 7,90
- Cyrela (CYRE3): +3,70% | R$ 35,57
- Cosan (CSAN3): +3,59% | R$ 5,20
Maiores quedas do Ibovespa na semana
- Vibra Energia (VBBR3): -3,19% | R$ 35,82
- WEG (WEGE3): -2,89% | R$ 42,73
- Telefônica Brasil (VIVT3): -2,26% | R$ 32,43
- TIM (TIMS3): -2,10% | R$ 19,09
- Axia Energia (AXIA3): -1,83% | R$ 58,00
Small caps vivem outubro histórico
O grande destaque do mês ficou com as empresas menores. O
índice Small Caps (SMLL) subiu +2,02% no dia, aos 2.786,00 pontos, acumulou +5,04% na semana e salta +20% em outubro, no segundo melhor desempenho mensal de sua história, segundo levantamento da Elos Ayta.
Entre as small caps,
Taurus (TASA4) liderou os ganhos semanais, com alta de +25,32%.
O
IFIX, de fundos imobiliários, fechou com alta de +0,43%, aos 3.990,57 pontos, e ganho semanal de +1,29%. Já o índice de
BDRs (BDRX) caiu -1,20%, aos 26.650,48 pontos, acumulando perda de -2,39% na semana.
Debate na Globo fecha a campanha antes da votação
📊 A reta final da disputa se encerra na noite desta sexta-feira, com o último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, promovido pela TV Globo. O segundo turno da eleição presidencial ocorre neste domingo (25).