Dona da antiga Reag fará oferta pública; veja detalhes

A operação faz parte do processo de fechamento de capital da companhia.

Publicado em 06/06/2026 às 10:35h Publicado em 06/06/2026 às 10:35h por Elanny Vlaxio
A operação será coordenada pelo BTG Pactual (Imagem: Divulgação)
A operação será coordenada pelo BTG Pactual (Imagem: Divulgação)
A B100, empresa que anteriormente operava sob a marca Reag Trust, anunciou que realizará uma OPA (oferta pública de aquisição) para comprar as ações que ainda permanecem em circulação no mercado. A operação faz parte do processo de fechamento de capital da companhia e foi divulgada nesta semana ao mercado.
Segundo as informações divulgadas, a oferta será destinada aos acionistas minoritários que ainda possuem papéis da empresa negociados na Bolsa. O objetivo é adquirir a totalidade das ações em circulação e concluir a saída da companhia do mercado acionário.
A operação será coordenada pelo BTG Pactual e prevê pagamento em dinheiro aos investidores que aderirem à oferta. A empresa informou que o preço por ação foi definido com base em laudo de avaliação elaborado para a operação.
A antiga Reag Trust passou recentemente por mudanças de marca e estrutura, adotando o nome B100. A companhia atua no segmento financeiro e vem conduzindo um processo de reorganização societária nos últimos meses. Lembrando que a realização da OPA ainda depende do cumprimento de etapas regulatórias.

Relembre por que a empresa foi alvo de operação da PF  

A “Operação Carbono Oculto” mobilizou a Polícia Federal, a Polícia Militar e órgãos parceiros na região da Faria Lima, com o objetivo de combater a atuação do crime organizado. As investigações apontam que os criminosos utilizavam de produtos financeiros para lavagem de dinheiro e proteção de bens.
Segundo o inquérito, no principal polo financeiro paulistano houve ao menos 40 alvos, entre empresas, gestoras, corretoras e fundos de investimento que totalizam R$ 30 bilhões. Entre os nomes citados aparecem a fintech BK Bank e as gestoras Reag, BFL, Banvox, Altinvest e Trustee. Em nota, a Altinvest afirmou que repudia qualquer tentativa de associação de seu nome e de seus gestoes em atividades ilícitas.

"A Altinvest repudia veementemente qualquer tentativa de associação de seu nome ou de seus gestores a atividades ilícitas. A empresa atua em estrita conformidade com a legislação brasileira e com as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), incluindo o envio periódico e obrigatório de todas as informações de seus fundos e cotistas aos órgãos reguladores. A Altinvest tem colaborado de forma integral com as autoridades e confia que todos os fatos serão devidamente esclarecidos pelas instâncias responsáveis", diz a nota.
Em 2020, a Reag administrava o Location Fundo de Investimentos, vinculado a Mohamad Hussein Mourad, identificado como líder do esquema. Apesar de Renato Camargo figurar como único cotista, os valores destoavam do seu patrimônio, motivando o Santander (SANB11) a comunicar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).