Dividendos de novembro: Itaú BBA põe TIM, Gerdau e CPFL na mira; Vale sai

O banco retirou Vale, Copel e B3 da carteira de dividendos de novembro e incluiu CPFL, Gerdau e TIM, após queda de 12,2% em outubro.

Publicado em 05/11/2026 às 16:51h Publicado em 05/11/2026 às 16:51h por Matheus Silva
Em outubro, B3 e Allos caíram 27% e 20% e pesaram na carteira (Imagem: Shutterstock)
Em outubro, B3 e Allos caíram 27% e 20% e pesaram na carteira (Imagem: Shutterstock)

💸 O Itaú BBA mexeu em sua carteira de dividendos para novembro e retirou três nomes bastante conhecidos dos investidores de renda. Saíram Vale (VALE3), Copel (CPLE6) e B3 (B3SA3). 

Para ocupar as vagas, o banco incluiu CPFL Energia (CPFE3), Gerdau (GGBR4) e TIM (TIMS3). As informações constam do relatório mensal da casa, divulgado nesta quinta-feira (5).

A mudança vem depois de um mês difícil. Em outubro, a carteira de dividendos do banco recuou 12,2%, desempenho 2,3 pontos percentuais pior que o do Ibovespa. 

A Petrobras (PETR4) foi o principal destaque positivo, favorecida pelo cenário favorável para o petróleo e seus derivados. Do outro lado, B3 e Allos (ALOS3) pesaram mais, com quedas de 27% e 20%, respectivamente.

CPFL entra no lugar da Copel com perfil defensivo

Na vaga da estatal paranaense, o BBA optou por outra elétrica. Para os analistas, a CPFL oferece exposição a um perfil defensivo, com balanço confortável, geração de caixa previsível e capacidade de combinar distribuição de dividendos com crescimento.

“A diversificação entre distribuição, transmissão e geração reduz a dependência de uma única dinâmica operacional, enquanto a elevada participação de negócios regulados aumenta a visibilidade dos resultados”, avaliam. 

Outro ponto favorável citado é a baixa alavancagem da companhia, característica que ganha relevância em um ambiente de juros elevados.

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Gerdau substitui a Vale com foco nos EUA

Para abrir espaço à Gerdau, o banco retirou a Vale da seleção. Segundo os analistas, a siderúrgica deve se beneficiar da forte demanda por aço ligada a projetos de infraestrutura, energia renovável e data centers nos Estados Unidos, o que tende a sustentar margens elevadas na operação americana.

Além disso, a empresa tem baixa alavancagem, geração de caixa saudável e perspectiva de dividendos robustos, com dividend yield estimado em cerca de 9% para 2027.

TIM ganha espaço por receitas recorrentes e desconto frente aos pares

A inclusão da TIM, por sua vez, decorre da capacidade da companhia de agregar receitas recorrentes, da menor volatilidade operacional e de uma perspectiva relevante de distribuição de proventos. 

“A TIM apresenta elevada geração de caixa e retorno anual esperado em dividendos de 11% para 2027, além de negociar com desconto em relação aos pares”, afirma o banco.

O Itaú BBA reconhece que o ambiente competitivo da telefonia móvel segue como ponto de atenção, mas avalia que essa preocupação já parece refletida nos preços. Por isso, a relação entre risco e retorno continua atrativa na visão da casa.

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Veja o dividend yield estimado para 2027 na carteira

Entre os papéis que compõem a carteira de novembro, as estimativas do banco para o dividend yield em 2027 são as seguintes.

  • Allos (ALOS3): 15,1%
  • TIM (TIMS3): 12,7%
  • Petrobras (PETR4): 11,5%
  • Gerdau (GGBR4): 8,8%
  • CPFL Energia (CPFE3): 8,6%