Ex-diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de operação

A ação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas ao setor de combustíveis.

Publicado em 24/09/2026 às 08:44h - Atualizado em 24/09/2026 às 12:21h Publicado em 24/09/2026 às 08:44h Atualizado em 24/09/2026 às 12:21h por Elanny Vlaxio
Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em sete estados (Imagem: IA/ ChatGPT)
Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em sete estados (Imagem: IA/ ChatGPT)
O ex-diretor do Banco Genial Humberto Arthur Tupinambá Neto e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, ligado ao Banco Master, estão entre os alvos da terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (24) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, e pela Receita Federal. 
A ação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas ao setor de combustíveis. A nova etapa da operação tem como foco a aquisição da Tobras Distribuidora de Combustíveis, conhecida como Terrana. Segundo o Gaeco, estruturas empresariais e financeiras teriam sido utilizadas para ocultar o controle da companhia e viabilizar a operação.
Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em sete estados. Além de São Paulo, a ofensiva alcança Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Os alvos incluem pessoas físicas e empresas relacionadas às apurações.

Relação com o Banco Master

Entre os investigados está Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, proprietário da Entre Investimentos. Ele é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e firmou acordo de colaboração com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Segundo informações da investigação, uma empresa ligada a Freixo teria sido utilizada para repasses de Vorcaro destinados à produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A terceira fase da Carbono Oculto amplia, assim, as apurações sobre a movimentação de recursos e as estruturas empresariais relacionadas à compra da distribuidora de combustíveis. 

Veja o que diz a Genial Investimentos

Em nota a Genial Investimentos disse que: "Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP.
Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.
No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.
A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.
Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.
A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários."