Bitcoin entra no 'top 10%' mais barato da história e BTG vê oportunidade rara
Para o banco, o tombo de mais de 50% ante o recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025 não afeta os fundamentos da criptomoeda a longo prazo.
A principal criptomoeda do mercado vem passando por um período nada animador. Só no último mês, o Bitcoin (BTC) acumula desvalorização de 15%, o que faz com que a criptomoeda chegue a ser negociada abaixo dos US$ 100 mil.
Segundo dados do monitor CoinMarketCap, esse é o pior desempenho para o ativo desde maio. Nesta sexta-feira (14), o ativo é negociado a US$ 96,2 mil (ou R$ 508 mil).
Um dado curioso é que, na conversão para o real brasileiro, a criptomoeda tem visto um cenário de baixa ainda maior, pois cai quase 14% no ano. Já na comparação com o dólar dos Estados Unidos, há uma variação positiva de 2,75%, ainda de acordo com os monitores.
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O movimento da cripto está ligado ao apetite dos investidores, que, neste momento, preferem ativos com menos risco. Diante do shutdown, o mais longo da história dos EUA, eles estão fazendo uma análise do cenário macroeconômico para decidir onde aplicar seus recursos.
“A venda por grandes investidores isoladamente geralmente não é significativa. No entanto, o que torna a situação atual notável é a falta de suporte de compra suficiente para absorver essas vendas”, disse Charlie Shery, chefe de finanças da corretora australiana BTC Markets, ao portal Decrypt. “No início do ciclo, os ETFs e a Strategy forneciam uma demanda constante. Sem esses compradores, o recente fluxo de vendas parece estar impulsionando a queda constante do Bitcoin que temos visto”, continua.
Apesar dessa queda brusca, há quem acredite que a criptomoeda não entrou em um ciclo de baixa. Segundo Ki Young Ju, fundador e CEO da empresa de análise de mercado CryptoQuant, um preço específico deve indicar que a cripto entrou no chamado bear market.
"Quem entrou no mercado de bitcoin entre 6 e 12 meses atrás tem um preço médio de investimento próximo a US$ 94 mil. Pessoalmente, não acho que o ciclo de queda esteja confirmado a menos que percamos esse nível. Prefiro esperar do que tirar conclusões precipitadas”, destacou.
Outros criptoativos seguem o mesmo ritmo, conforme mostram dados públicos. O índice CoinDesk20, que reúne as 20 principais criptomoedas do mercado, opera com baixa de 12% no ano, aos 3.100 pontos.
Entre as principais criptos, Ethereum (ETH) opera com recuo de quase 4% no ano, enquanto a Solana (SOL) despenca mais de 25%. Uma exceção é a XRP (XRP), que acumula valorização de 10,5% desde janeiro, ainda de acordo com o monitor.
Para o banco, o tombo de mais de 50% ante o recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025 não afeta os fundamentos da criptomoeda a longo prazo.
A alta generalizada dos preços nos EUA sofre maior desaceleração em seis anos, abrindo apetite ao risco.
Filhos do presidente Donald Trump são acionistas relevantes na American Bitcoin, que precisou de grupamento de ações.
A criptomoeda opera em queda nesta segunda-feira (13), negociado na casa dos US$ 62.500, pressionado pela aversão global ao risco.
O Bitcoin derreteu 35% nos primeiros seis meses do ano, o pior desempenho desde 2022.
Segundo a Glassnode, a queda da criptomoeda reflete a realização de perdas e a baixa demanda institucional, com resgates em ETFs.
No domingo (21), Saylor postou no X o monitor de BTC da MicroStrategy indicando novas compras para o início da semana.
Saída bilionária de ETFs, juros elevados e vendas por grandes investidores pressionam a principal criptomoeda do mercado.
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