⚽ A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) e se estende por mais de um mês, até 19 de julho.
No Brasil, a tradição de torcer pela seleção movimenta setores inteiros do mercado financeiro, com impactos que vão do varejo aos bens de capital, passando por frigoríficos e oportunidades globais em ETFs americanos.
SBF, Magalu e Casas Bahia são os principais nomes do setor
O varejo é o setor mais diretamente impactado. A venda de camisetas, televisões e bebidas encabeça a lista de produtos com maior demanda durante a competição.
A XP Investimentos aponta o
Grupo SBF (SBFG3) como uma das grandes vencedoras no varejo desportivo, com o aumento da procura por camisetas oficiais. Analistas do Safra acreditam que a Netshoes, dentro do
Magazine Luiza (MGLU3), também deve capturar grande parte da demanda por produtos da seleção.
Para o BTG Pactual, empresas de artigos esportivos se beneficiam tanto da expansão de volume quanto de um mix favorável, com as categorias de futebol apresentando margens estruturalmente mais altas e descontos menores.
No segmento de eletrônicos, a XP destaca que o Magazine Luiza historicamente apresenta forte desempenho durante o evento, refletindo investimentos pesados e consistentes em marketing. As
Casas Bahia (BHIA3) também manteve resultados sólidos nas edições anteriores da Copa.
Para o Safra, a
Heineken (HEINY) tende a se beneficiar não apenas do efeito direto da Copa sobre o consumo, mas também de condições climáticas mais favoráveis, que costumam ajudar o canal de bares e restaurantes.
Pico "inequívoco e efêmero" nas vendas dos frigoríficos
A Genial Investimentos analisou o impacto da Copa de 2022 no setor de frigoríficos e concluiu que o evento gerou efeito pontual, mas não necessariamente de preço.
Os segmentos de carne (+20%), frango inteiro (+60%) e espetinho (+67%) registraram alta nos dias de jogo da Seleção e na véspera. No geral, porém, o pico do varejo não alcançou os números das companhias.
Para 2026, o cenário base é mais cauteloso: o evento ocorre no inverno brasileiro, sem o reforço do Natal e do verão, e o ciclo do gado americano segue no aperto histórico.
Risco de produtividade reduzido com jogos noturnos
O Safra avalia que jogos da Copa podem gerar ruídos pontuais de produtividade no setor, especialmente em operações industriais mais intensivas em mão de obra. No entanto, não há evidências de impacto relevante sobre os resultados das companhias.
Para 2026, a expectativa é mais amena. Os primeiros jogos da seleção estão agendados para o período noturno, o que reduz as possíveis perdas de produtividade.
Mesmo com a probabilidade de jogos em horário comercial nas fases seguintes, caso o Brasil avance, o banco acredita que eventuais impactos fiquem diluídos e não tenham relevância material nos resultados consolidados.
XP indica quatro ETFs americanos para capturar ganhos
Em uma análise mais ampla, a XP mapeou os principais focos para investidores com exposição internacional. O setor de hospedagem e turismo nos EUA, Canadá e México, países-sede, deve sentir o maior impacto. A XP recomenda o
ETF XLY, que concentra empresas de Consumo Discricionário do S&P 500, para capturar esse movimento.
Para transporte e mobilidade, com milhões de deslocamentos previstos entre as 12 cidades-sede, o ETF indicado é o
XLI. Companhias aéreas com hubs na América do Norte devem se beneficiar de volumes maiores e tarifas mais altas nos períodos de pico.
No consumo temático, de roupas esportivas a eletrônicos, a exposição se dá via
ETF XLP para bens de consumo básico e ETF XLY para discricionário.
📊 Por fim, plataformas de streaming com direitos de transmissão devem registrar audiências recordes, com impacto direto em publicidade e assinaturas. Para esse segmento, a XP indica o
ETF XLC, do setor de comunicações.