Casas Bahia coloca executivos sob escolta após credor ameaçar diretores
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
🛍️ Quem aposta suas fichas nas ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) sabe que a varejista está extremamente descontada e que tem potencial de ganhar muito dinheiro caso os juros no Brasil voltem a cair e amenizem sua elevada dívida. Todavia, essa estratégia tem grandes chances de falhar e ainda não render um centavo de dividendos.
Esse potencial que os investidores vislumbram nas empresas de varejo listadas na B3 não parece ser o caso da Casas Bahia, cujo preço justo foi derrubado de R$ 9,80 para apenas R$ 6,70 por ação pelo BB Investimentos, nas estimativas para 2025.
Ou seja, se antes a corretora do Banco do Brasil esperava que a Casas Bahia pudesse se valorizar ao menos 120% no próximo ano, agora esse potencial de ganhos mingou para 52%, considerando cotação em R$ 4,40 nesta quinta-feira (17).
E nem mesmo esse eventual ganho de capital de 51% aos acionistas da varejista animam a analista Andréa Aznar a recomendar a compra das ações da Casas Bahia, muito pelo contrário, a indicação é de venda.
"Entendemos que a companhia está em um momento mais favorável, mas que ainda merece cautela. Caso nos próximos trimestres a empresa continue apresentando melhorias operacionais e consiga retomar o crescimento de receita, consideraremos revisitar nossas premissas de longo prazo", afirma a especialista, em relatório.
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A corretora não enxerga possibilidades reais do Grupo Casas Bahia remunerar os seus acionistas com dividendos em 2025. Na verdade, o dividend yield da varejista pode ficar zerado até 2026.
Conforme dados do Investidor10, a última vez que os acionistas da Casas Bahia viram um provento pingar em suas contas foi no dia 21 de junho de 2018, quando na época o dividend yield foi de 0,27%. Em contrapartida, em 2015, o rendimento de dividendos da varejista chegou a 11,9%.
📊 Entre as razões que levaram o BB Investimentos a esperar menos do Grupo Casas Bahia diz respeito ao novo cenário macroeconômico do país, com especulações de mercado que chegam a disparar a taxa Selic dos atuais 10,75% ao ano para até 13% ao ano nas próximas decisões do Banco Central.
"BHIA3 cai mais de 60% desde o início de 2024, movimento significativamente inferior ao registrado pelo Ibovespa no mesmo período, refletindo principalmente o aumento da taxa básica de juros, que impacta diretamente empresas cíclicas e altamente endividadas, como é o caso do Grupo Casas Bahia", destaca Aznar.
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Após um ano do anúncio do Plano de Transformação, a companhia se encontra na segunda fase do projeto, que tem foco em investimentos seletos que priorizam o fortalecimento do core da empresa e o aumento de receita.
A primeira fase do plano teve como prioridade a melhoria de margens e a manutenção de uma operação eficiente, mesmo que a contrapartida fosse por queda de receita, o que se confirmou.
🗓️ Segundo a varejista, a terceira fase se iniciará em maio de 2025 e tem como prioridades revisar a estratégia da empresa com foco em expansão, a melhoria da experiência nos canais físico e online, e a capacitação em temas críticos.
Vale ressaltar que a empresa tem cumprido com as entregas programadas no Plano e os resultados desses ajustes estão sendo percebidos, apesar de ainda não terem conseguido alterar de forma significativa as expectativas para o grupo.
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
Entre os celulares, um Samsung Galaxy A07 4G de 128 GB aparece com lance de R$ 435.
Maior credora do grupo, a Zurich Minas Brasil, parceira em seguros para eletrônicos, tem aproximadamente R$ 1,97 bilhão a receber.
O pedido de recuperação judicial feito pela varejista só agravou a situação dos debenturistas.
Documento agora pode ser publicado no fim da próxima segunda (17), segundo fontes internas.
Companhia encerrou mais de um quarto das unidades e deve demitir ao menos 2 mil funcionários; balanço foi atrasado.
A operação elevou o capital social da companhia para R$ 7,14 bilhões.
Casas Bahia aposta na reestruturação, redução da pressão financeira e expansão dos negócios para voltar a remunerar investidores.
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