Brasil, México e Espanha dizem que vão ampliar ajuda humanitária à Cuba

Países também divulgam carta em que pedem solução internacional para crise na ilha.

Publicado em 19/04/2026 às 13:48h Publicado em 19/04/2026 às 13:48h por Wesley Santana
Lula e Pedro Sanches (presidente da Espanha) durante Cúpula Espanha-Brasil (Imagem: PR)
Lula e Pedro Sanches (presidente da Espanha) durante Cúpula Espanha-Brasil (Imagem: PR)

Neste domingo (19), o governo Brasil informou que se juntou ao México e à Espanha para intensificar a ajuda humanitária oferecida a Cuba. A decisão foi divulgada após uma cúpula de esquerda realizada em Barcelona durante o fim de semana.

O grupo também emitiu uma carta pedindo uma solução para a crise no país baseada no Direito Internacional. O documento foi recebido como um recado direto aos Estados Unidos, mesmo sem citar a Casa Branca.

“Os governos de Brasil, Espanha e México expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional. Comprometem-se a intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano”, diz o documento.

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Por meio de nota, o governo cubano agradeceu o envio das ajudas e destacou o momento delicado que passa a ilha caribenha. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, também comentou trechos da carta emitida pelos países que pedem uma solução baseada no Direito Internacional.

"Em meio à difícil situação que Cuba enfrenta, devido à intensificação do bloqueio dos EUA a níveis extremos, ao atual cerco energético e às constantes ameaças do governo dos EUA, reconhecemos a digna e solidária Declaração Conjunta emitida pelos governos do Brasil, Espanha e México", disse o chefe da diplomacia cubana.

Na semana passada, a imprensa norte-americana publicou uma série de reportagens que mostram que o governo dos EUA está ampliando os esforços para uma operação militar na ilha. No entanto, o Departamento de Defesa disse que não se pode especular sobre “cenários hipotéticos".