A maior gestora do mundo está comprando bancos brasileiros; veja quais
A BlackRock passou a deter mais de 10% das ações preferenciais do Bradesco e também ampliou sua posição no Banrisul.
Na última terça-feira (25), surgiu a informação que apontava o Bradesco (BBDC4) como financiador da compra da Amil. Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Globo, a transação poderia alcançar a faixa de R$ 12 bilhões.
Nesta quarta, porém, a instituição emitiu uma nota dizendo que não há nenhum acordo fechado sobre a participação nonegócio. A compra estaria sendo negociada pelos fundos de investimentos Advent e Bain Capital.
"O Bradesco esclarece que não há qualquer documento ou contrato vinculante celebrado entre o Banco e as partes mencionadas em relação à operação referida na notícia. O Bradesco entende, ainda, que, mesmo que vier a participar de uma operação nos termos mencionados na notícia, tal participação não ensejaria a obrigação de divulgação de fato relevante, considerando tratar-se de uma operação usual no curso ordinário de seus negócios", diz o fato relevante.
O documento foi enviado como esclarecimento à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que pediu informações sobre o suposto acordo, depois da reportagem. A autarquia pediu que o banco confirmasse ou não o contrato, abrindo caminho para que os investidores soubessem o que estava sendo negociado.
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Fontes a par do assunto destacaram que os fundos citados estariam interessados em comprar a totalidade da empresa de planos de saúde. O empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior e fundador da Qualicorp, já teria sido procurado por representantes das gestoras.
"Cabe ressaltar que em operações de fusões e aquisições relevantes e de elevada monta, é natural que haja discussões de mercado sobre alternativas de financiamento, bem como interesse de potenciais adquirentes em avaliar estruturas de financiamento junto a diferentes instituições financeiras. O Bradesco permanece à disposição para eventuais esclarecimentos adicionais", continua o banco.
Enquanto a direção do Bradesco corria para responder à CVM, os investidores faziam suas apostas. O mercado recebeu com entusiasmo a notícia de que o Bradesco poderia participar do negócio, fazendo com que as ações saltassem nos últimos dois pregões.
Desde a última segunda, os papéis cresceram quase 5% no balcão da B3, para R$ 16,75. Esse foi um momento diferente na trajetória recente da empresa, que perdeu 20% do seu valor de mercado nos últimos seis meses.
A Amil é uma das principais empresas de saúde privada do país, com quase 6 milhões de clientes reunidos entre planos médico e odontológico. No ano passado, a empresa reportou um lucro líquido recorrente de R$ 1,8 bilhão.
A BlackRock passou a deter mais de 10% das ações preferenciais do Bradesco e também ampliou sua posição no Banrisul.
A aquisição foi informada em um documento enviado à SEC.
Ferramenta do Investidor10 aponta que ao menos quatro empresas listadas na B3 pagarão proventos na semana.
O JCP vai render menos por ação já que o número de papeis subirá com o aumento de capital.
O JPMorgan elevou o Bradesco para compra nesta terça-feira (6) e viu alta de 25%, mesmo após o banco ganhar R$ 50 bilhões com o trade Flávio.
Operação eleva capital social do banco para R$ 103 bilhões e prevê recursos para investimentos e expansão dos negócios.
Além disso, 4 companhias anunciaram a data de pagamento de proventos já anunciados.
O banco vai leiloar cerca de 16 milhões de ações não subscritas no seu aumento de capital.
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