Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do crédito imobiliário: Qual o efeito no balanço?
A alta reflete a disparada dos juros futuros após o resultado das eleições de 2026.
🚀As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) decolavam mais de 8% nesta segunda-feira (5), após o banco divulgar resultados melhores que a encomenda no segundo trimestre.
A disparada da instituição financeira ganhou ainda mais holofotes dos investidores ao conseguir se desvencilhar da aversão a risco no Brasil e no mundo.
Embora o crescimento de 12% do lucro líquido no trimestre tenha agradado aos analistas, é preciso lembrar que a empresa acumula intensa desvalorização de mercado nos últimos tempos.
Leia também: Lucro do Bradesco (BBDC4) dispara 12% no 2º trimestre, para R$ 4,7 bilhões
Conforme dados computados pelo Investidor10, a rentabilidade real do banco, já descontando a inflação, foi de −50% nos últimos cinco anos.
Ou seja, o investidor que carrega as ações do Bradesco desde agosto de 2019 viu o seu patrimônio cair pela metade. Por isso, vale o questionamento se o momento de virada realmente chegou ao banco ou se a valorização recente é apenas momentânea.
Então, destrinchando os números divulgados no segundo trimestre, os analistas da Ativa Investimentos consideram que o grande problema de Bradesco parece ter sido solucionado: capacidade de voltar a crescer enquanto melhora a sua carteira de crédito.
Afinal, um bom banco para os seus acionistas é aquele que consegue emprestar dinheiro para mais clientes, com alto spread, tomando o menor calote possível.
"Com um volume dos spread e concessões crescentes, o banco foi capaz de evoluir sua margem financeira com clientes em 5,0% enquanto reduziu a inadimplência em 0,5 p.p. no trimestre", destaca o analista Pedro Serra, que assina o relatório da corretora.
Na visão de Serra, a evolução da margem financeira líquida (spread bancário livre de provisionamento) é o principal triunfo do Bradesco no momento. Ela acelerou 0,6 p.p. no período, atingindo a marca de 4,4%.
A Ativa Investimentos ressalta que o resultado do Bradesco não é só positivo no trimestre e recomenda a compra das ações. O preço-alvo é de R$ 17.
"O Bradesco ganhou no qualitativo, então nos parece um fim do movimento risk off da carteira enquanto a qualidade segue melhorando", avalia a corretora.
Em outras palavras, significa que o investidor poderá ter maior confiança nos próximos resultados do banco.
A alta reflete a disparada dos juros futuros após o resultado das eleições de 2026.
Itaú BBA e Citi adotam recomendação neutra e reduzem suas projeções para as ações.
Apesar do crescimento do lucro recorrente, analistas demonstram cautela com as receitas e a qualidade do crédito; banco também anuncia recompra de ações.
A instituição financeira abre a lagarada dos resultados dos grandes bancos brasileiros.
A BlackRock passou a deter mais de 10% das ações preferenciais do Bradesco e também ampliou sua posição no Banrisul.
A aquisição foi informada em um documento enviado à SEC.
Ferramenta do Investidor10 aponta que ao menos quatro empresas listadas na B3 pagarão proventos na semana.
O JCP vai render menos por ação já que o número de papeis subirá com o aumento de capital.
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