A maior gestora do mundo está comprando bancos brasileiros; veja quais

A BlackRock passou a deter mais de 10% das ações preferenciais do Bradesco e também ampliou sua posição no Banrisul.

Publicado em 13/10/2026 às 22:19h Publicado em 13/10/2026 às 22:19h por Matheus Silva
O UBS BB elevou o alvo do Bradesco de R$ 24 para R$ 28, com upside de 29% (Imagem: Shutterstock)
O UBS BB elevou o alvo do Bradesco de R$ 24 para R$ 28, com upside de 29% (Imagem: Shutterstock)
💰 A BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, ampliou sua exposição aos bancos brasileiros. Em comunicados enviados ao mercado nesta terça-feira (13), a gestora informou que elevou sua participação acionária no Bradesco (BBDC4) e também no Banrisul (BRSR6), dois papéis que estão entre os destaques do chamado trade Flávio na bolsa.
No Bradesco, a BlackRock passou a deter 511 milhões de ações preferenciais, 50,6 milhões de ADRs e 143 milhões de ações ordinárias. Com isso, a gestora alcançou 10,060% do total de ações preferenciais emitidas pelo banco e 2,553% das ordinárias.
Como é praxe nesse tipo de comunicado, a BlackRock afirmou que a participação tem caráter exclusivamente de investimento. Ou seja, a gestora não pretende interferir no controle acionário nem alterar a estrutura administrativa do Bradesco.

Banrisul também entra no radar da gestora

O movimento não se limitou ao Bradesco. Em outro comunicado divulgado no mesmo dia, a BlackRock informou que elevou sua posição no Banrisul, banco controlado pelo governo do Rio Grande do Sul. 
A gestora passou a deter 10,6 milhões de ações preferenciais da instituição gaúcha, o equivalente a aproximadamente 5,203% dessa classe de papéis.
A compra simultânea de dois bancos com perfis bem diferentes, um grande banco privado nacional e um banco público regional, indica que a aposta da gestora está ligada a uma visão mais ampla sobre o setor bancário brasileiro neste momento.

Ações de bancos disparam com o trade Flávio

As aquisições acontecem em meio a um período de forte valorização das ações dos bancos. Desde o primeiro turno das eleições, os papéis do setor vêm sendo impulsionados pelo chamado trade Flávio, movimento de compra de ativos brasileiros associado à vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas para o segundo turno.
As ações do Bradesco chegaram a subir 22% nesse período, embora tenham devolvido parte dos ganhos mais recentemente. Na semana passada, o JPMorgan já havia elevado sua recomendação para o banco de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 28.

UBS BB eleva preço-alvo do Bradesco para R$ 28

Agora, foi a vez do UBS BB revisar suas estimativas. Os analistas elevaram o preço-alvo das ações do Bradesco de R$ 24 para R$ 28, o que implica potencial de valorização de aproximadamente 29%.
A tese central do banco está ligada ao comportamento dos juros. Na avaliação do UBS BB, a queda nos rendimentos dos títulos públicos, impulsionada pelas expectativas de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro, pode reduzir o custo de capital do Bradesco e favorecer os lucros da instituição no médio e no longo prazo.
Os analistas do UBS BB também se reuniram com André Carvalho, diretor de Relações com Investidores do Bradesco, e com Joise Carmo, gerente de RI. Segundo o relatório, as impressões do encontro foram positivas.
📊 De acordo com o banco, a administração do Bradesco reforçou que as tendências estruturais dos negócios seguem praticamente inalteradas. Ainda assim, os executivos destacaram que um ambiente econômico mais favorável, com juros mais baixos à frente, pode trazer benefícios relevantes para a companhia.

BBDC4

Banco Bradesco
Cotação

R$ 21,40

Variação (12M)

34,02 % Logo Banco Bradesco

Margem Líquida

8,11 %

DY

7.54%

P/L

9,85

P/VP

1,32