Ibovespa sobe de olho no Copom; o que o mercado espera?

As bolsas em Wall Street também subiam mais de 1% nesta quarta-feira (4).

Publicado em 04/11/2026 às 12:22h - Atualizado em 04/11/2026 às 12:56h Publicado em 04/11/2026 às 12:22h Atualizado em 04/11/2026 às 12:56h por Elanny Vlaxio
No mercado de ativos digitais, o cenário também foi de ganhos (Imagem: Shutterstock)
No mercado de ativos digitais, o cenário também foi de ganhos (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa fechou o pregão em alta de 1,04%, aos 167.258,63 mil pontos, com os investidores atentos aos próximos passos do Copom (Comitê de Política Monetária).
Enquanto o mercado acompanha as expectativas para a decisão sobre os juros, os demais ativos tiveram movimentos distintos nesta sessão. 
Além disso, os investidores também reagem aos resultados das eleições nos Estados Unidos. 
"A perspectiva de um governo dividido no Congresso americano foi recebida de forma otimista pelos agentes financeiros, uma vez que esse desenho político reduz as chances de mudanças econômicas bruscas e traz uma maior previsibilidade global. Esse bom humor externo ajuda a equilibrar as tensões domésticas", analisou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
No câmbio, o dólar recuou 0,10% e encerrou cotado a R$ 5,48, enquanto o petróleo também perdeu força. A commodity registrou queda de 2,72%, chegando a US$ 93,33.
Entre os fundos imobiliários, o IFIX operava no campo positivo, com valorização de 0,44%, aos 3.540,95 mil pontos.
No mercado de ativos digitais, o cenário também foi de ganhos. O Bitcoin subiu 2,33%, enquanto o Ethereum apresentou desempenho ainda mais expressivo, com alta de 3,59%.
Veja como operavam as bolsas em Nova York:

O que espera o mercado 

O novo relatório Pré-Copom da XP, o primeiro divulgado após as eleições, aponta uma mudança nas expectativas dos gestores em relação à política monetária brasileira.
Segundo o levantamento, 75% dos participantes esperam que o Banco Central mantenha a taxa Selic, enquanto os outros 25% ainda projetam um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião.
O cenário de estabilidade também aparece no relatório do BTG Pactual. De acordo com o levantamento, 77,8% dos participantes apostam na manutenção da Selic em 13,75% ao ano na reunião de novembro.
Para Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, a possibilidade de redução dos juros perdeu força após os acontecimentos de 26 de outubro. Na avaliação dele, a mudança nas expectativas já foi incorporada aos contratos de juros futuros.
"Acredito que não haverá um corte de 25bps na Selic. A expectativa que existia antes do segundo turno se perdeu após o caos do dia 26 de outubro. Como as expectativas mudaram, o mercado embutiu no juro futuro o que acredita que o banco central irá fazer e pelo que posso ler, acredito que ele irá manter a taxa de juros no patamar atual", comentou. 

Veja também as maiores altas do Ibovespa

E as maiores baixas

  • BBSE3: -3.87%; R$ 39,21;
  • USIM5: -3.30%; R$ 4,98;
  • PRIO3: -3.26%; R$ 65,86;
  • PETR3: -3.20%; R$ 55,97;
  • PETR4: -3.10%; R$ 49,14.