Ambev (ABEV3) lucra R$ 3,886 bi no 1T26 e anuncia R$ 700 milhões em JCP
O Ebitda ajustado atingiu R$ 7,555 bilhões, com alta de 1,5%.
A cotação do dólar atingiu uma nova mínima em mais de dois anos na manhã desta terça-feira (5). Segundo dados do Banco Central, a moeda norte-americana chegou a ser cotada em R$ 4,92 em alguns momentos, com queda de 0,8% no dia.
O movimento de baixa traz de plano de fundo o arrefecimento da guerra no Irã, que faz com que o preço do petróleo seja reduzido no mercado internacional. O barril do tipo Brent é negociado a US$ 110, uma baixa superior a 3% nas últimas 24 horas.
Também reflete, já no cenário doméstico, a Ata do Copom, divulgada pelo BC durante a manhã, que trouxe detalhes da decisão que reduziu a taxa básica de juros para 14,5% ao ano. O colegiado se mostrou ainda conservador com o contexto global, portanto, destacou que as próximas decisões de juros não estão definidas.
“O ambiente externo permanece incerto, em função da indefinição a respeito da duração, extensão, e desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse o Banco Central.
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O dia também é positivo para a bolsa de valores, que vê seu principal indicador em recuperação. O Ibovespa (IBOV) avança cerca de 0,45% no dia, operando na faixa de 186,4 mil pontos.
O principal destaque é a Ambev (ABEV3), que, depois de um balanço animador, vê seu ticker se valorizar mais de 15% no pregão, para acima de R$ 16,60. No 1T26, a cervejaria lucrou R$ 3,8 bilhões, o que representa um avanço de 2% em relação a um ano antes.
Outra ação importante para o resultado do dia é a da Hapvida (HAPV3), que acelera quase 4% e tenta encostar nos R$ 12. A JHSF (JHSF3) também cresce na mesma proporção e chega aos R$ 12,30 de cotação, conforme dados da B3.
Na ponta inferior, quem sofre são as ações de petrolíferas, que sentem o impacto do preço do petróleo. A Prior (PRIO3) lidera a lista de perdas, com queda de quase 2%, negociando abaixo de R$ 69.
Na sequência, aparece a Petrobras (PETR4), que perde 1,5% do seu valor de mercado e vê os papéis em R$ 48,60. Ultrapar (UGPA3) também recua na mesma proporção, negociando cada ativo em R$ 29,55, ainda segundo informações da B3.
O dia também é de estreia na bolsa, com a chegada da BradSaúde (SAUD3), fruto da fusão entre Bradesco Saúde e Odontoprev. A nova holding inicia sua trajetória na bolsa com alta de 3%, cotada em R$ 15,55.
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