Ibovespa cai 0,4% com tombo do petróleo e pressão sobre Petrobras

Queda de 5,5% no petróleo pressionou ações da Petrobras, Prio e Brava Energia, levando o Ibovespa ao campo negativo.

Publicado em 03/08/2026 às 14:00h Publicado em 03/08/2026 às 14:00h por Wesley Santana
Mercado reage ao anúncio de negociações de EUA e Irã (Imagem: Shutterstock)
Mercado reage ao anúncio de negociações de EUA e Irã (Imagem: Shutterstock)

A bolsa de valores brasileira opera em queda na tarde desta segunda-feira (3). Segundo dados da B3, o principal indicador do mercado acionário recua 0,4% e volta aos 177,1 mil pontos. 

O Ibovespa (IBOV) acompanha o movimento do petróleo no mercado internacional, que repercute diretamente nas ações da Petrobras (PETR4). Enquanto a commodity despenca 5,5%, a estatal perde quase 1% do seu valor de mercado.

As outras petrolíferas da B3 também pressionam o Ibovespa neste pregão. A Brava Energia (BRAV3) despenca quase 6%, a Prio (PRIO3) perde 3,3% e a PetroReconcavo (RECV3) recua 3,2%, ainda segundo a bolsa.

No entanto, a baixa do dia é liderada pela CSN (CSNA3), que vê as ações caírem mais de 8,2%. No fim da semana passada, a empresa teve seu rating cortado pela Fitch por risco de endividamento.

Leia mais: Boletim Focus: Mercado passa a ver espaço para mais um corte da Selic em 2026

Na outra ponta, quem contribui para reduzir as perdas é a Hapvida (HAPV3), que avança 4%. A Qualicorp (QUAL3) também apresenta variação positiva na mesma proporção, fazendo com que o resultado do Ibovespa não seja ainda pior.

O dólar operava com alta de 0,2%, aos R$ 5,08, conforme informações do Banco Central. Já o euro seguia sem grandes mudanças em relação à última sexta-feira, cotado a R$ 5,84.

E o petróleo, como fica?

Depois de voltar a acelerar, o barril do petróleo voltou a cair no mercado internacional. Nesta segunda-feira, o Brent é cotado a US$ 83, flertando com um recuo ainda maior.

O movimento acontece depois que o presidente Donald Trump afirmou estar chegando a um acordo com o Irã. O presidente dos Estados Unidos cancelou ataques que estavam previstos, afirmando que negociações serão realizadas ao longo do dia.

“As últimas notícias sobre o cancelamento de ataques de Trump contra o Irã, em meio a novas negociações, são encorajadoras”, diz o banco alemão Commerzbank, em nota. “No entanto, resta saber se os últimos acontecimentos também resultarão em um alívio duradouro para os preços do petróleo e, consequentemente, para a inflação."

Soma-se a isso o fato de que a OPEP+, grupo que reúne os maiores exportadores de petróleo, decidiu aumentar a produção de petróleo para setembro. Serão incrementados 188 mil barris de petróleo por dia no mês que vem, na sexta mudança consecutiva.