Americanas (AMER3) nega atrasos de pagamento aos credores
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
🚨 Em meio ao maior escândalo financeiro de sua história, a Americanas (AMER3) garantiu um pacote generoso de benefícios a dois ex-executivos que decidiram colaborar com as investigações.
O acordo envolve o pagamento de salários por até 10 anos, a cobertura de mensalidades escolares para seus filhos e a manutenção de planos de saúde.
Além disso, os delatores, Flávia Carneiro e Marcelo Nunes, terão seus honorários advocatícios cobertos pela empresa.
O jornal Folha de S.Paulo trouxe à tona as informações, revelando que os detalhes do acordo estavam mantidos em sigilo, inclusive para os altos escalões da varejista.
A confidencialidade foi levantada após questionamentos de ex-diretores investigados, que solicitaram à Justiça a publicação dos termos do benefício.
O advogado da empresa, Celso Vilardi, justificou o sigilo argumentando que a legislação exige a manutenção de confidencialidade em colaborações até que o Ministério Público Federal autorize a revelação.
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No entanto, a controvérsia em torno dos valores envolvidos ganhou destaque.
Embora a Americanas não tenha divulgado a remuneração bruta que baseou o cálculo dos benefícios, especula-se que Marcelo Nunes, um dos executivos contemplados, recebia aproximadamente R$ 1 milhão de salário anual, sem contar bônus, antes de sua rescisão contratual.
O acordo, que inclui a continuidade de benefícios como plano de saúde para cônjuges e dependentes, levanta questões sobre sua natureza e se há precedentes em empresas de grande porte.
💲 Segundo a defesa da Americanas, o objetivo principal é permitir a reestruturação da companhia, que, após o escândalo, enfrenta incertezas quanto à sua sustentabilidade financeira.
Essa decisão está sendo amplamente discutida no mercado, com investidores e especialistas atentos aos desdobramentos do caso.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
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