Americanas (AMER3): Cade aprova venda do Natural da Terra para o Oba Hortifruti
A transação engloba a venda integral das operações de dez unidades deficitárias localizadas no estado de São Paulo.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) publicou nesta quinta-feira (4) a lista de empresas que estão em débito com a autarquia. A relação conta com oito companhia abertas, inclusive a Americanas (AMER3).
🗓️ Segundo a CVM, são consideradas inadimplentes as companhias que há pelo menos três meses não apresentam um dos seguintes documentos periódicos:
"Na lista constam as companhias abertas que não apresentaram, até a data de hoje, os documentos acima mencionados, com vencimento de entrega anterior a 4/10/2023", afirmou a CVM.
Não fazem parte da lista as companhias que estão em situação de falência ou liquidação, nem as que estão com o registro suspenso na CVM.
Veja as companhias consideradas inadimplentes pela CVM:
🚨 Segundo a CVM, "o objetivo desse comunicado é alertar aos investidores e ao público em geral que considerem essa informação nas suas relações com as citadas companhias abertas, ou nas suas decisões de investimento".
A Americanas consta na lista de inadimplentes da CVM porque ainda não apresentou os balanços referentes aos três primeiros trimestres de 2023. A divulgação dos resultados financeiros estava prevista para ocorrer em 29 de dezembro de 2023, mas foi adiada até 31 de janeiro de 2024.
Em fato relevante publicado em 19 de dezembro, a Americanas alegou que a preparação e a revisão dos balanços trimestrais de 2023 estavam sujeitas à finalização das demonstrações financeiras de 2022 e da reapresentação das demonstrações financeiras de 2021, o que ocorreu só em 16 de novembro de 2023.
A Americanas comunicou o novo adiamento da publicação dos balanços trimestrais de 2023 no mesmo dia em que aprovou o seu plano de recuperação judicial em assembleia geral de credores. O plano prevê a capitalização da empresa em até R$ 24 bilhões e o pagamento dos credores com prazos que variam de 30 dias a 20 anos.
A transação engloba a venda integral das operações de dez unidades deficitárias localizadas no estado de São Paulo.
Varejista divulgou balanço do segundo trimestre de 2026 nesta quarta-feira (12).
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
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