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A Justiça da Califórnia, nos Estados Unidos, acusa a Amazon (AMZO34) de ser responsável por inflar preço de podutos onlines. O Ministério Público diz que a companhia provocou seus fornecedores para que elevassem o valor de vários produtos e garantir que não fosse superada pelas concorrentes.
Segundo o procurador-geral Rob Bonta, a empresa propôs a fixação de preços na tentativa de obter lucros ilícitos. “A Amazon está agindo ilegalmente para obter lucros, garantindo que os consumidores não tenham para onde recorrer para encontrar preços mais baixos”, disse Bonta.
Uma das evidências obtidas pelo Poder Público foi um documento em que a fabricante Levi Strauss propunha que o WalMart elevasse o preço de um produto. A calça Easy Khaki Classis era vendida por US$ 25,47 na rede de hipermercados, enquanto no site da Amazon estava disponível por US$ 30.
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O mesmo teria acontecido com itens de diferentes categoras, incluindo fertilizantes, que custavam mais barato na Home Depot. A empresa teria pedido também à fabricante Allergan para que os sites rivais subissem um colírio de US$ 13,59 para US$ 17.
"A Amazon pressionou os fornecedores a aumentarem os preços em outros lugares ou retirarem produtos de varejistas concorrentes para que a Amazon possa proteger suas margens de lucro", continuou Bonta em coletiva de imprensa. "Isso não é competição. É uma manipulação de preços, e pela lei da Califórnia, é ilegal."
A empresa deve passar por julgamento no dia 19 de janeiro de 2027, quando será batido o martelo sobre uma eventual culpa da big tech. Questionada pela imprensa dos EUA, a Amazon disse que os acordos com seus fornecedores são legais e que beneficiam os consumidores.
"A moção do Procurador-Geral é uma tentativa transparente de desviar a atenção da fraqueza de seu caso, ocorrida mais de três anos após apresentar sua queixa baseada em supostas 'novas' evidências que possui há anos", disse o porta-voz em comunicado.
A Amazon é a quinta maior empresa do mundo, e isso lhe dá uma posição dominante em vários mercados onde atua. Nos EUA, por exemplo, controla quase metade das compras online.
Essa não é a primeira vez que a companhia é alvo de disputas na justiça que alegam atitudes anticoncorrenciais. Anteriormente, a empresa foi processada também na Europa pela mesma postura.
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