Vale (VALE3) dá recado sobre segurança de barragens em Minas Gerais
A mineradora afirma que não tem mais barragens sob nível de emergência em Nova Lima.
A Vale (VALE3) antecipou a posse do seu novo presidente, Gustavo Pimenta, para o dia 1º de outubro. Ou seja, três meses antes do previsto inicialmente.
🧑💼 Atual vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Pimenta foi eleito presidente da Vale no final de agosto, depois de um processo sucessório conturbado que durou meses.
A posse do novo presidente estava prevista para 1º de janeiro de 2025. Pimenta, no entanto, já vinha participando de negociações fundamentais para a empresa, como a do acordo de reparação de danos de Mariana.
A Vale também já vinha avaliando a possibilidade de antecipar a saída do seu atual presidente, Eduardo Bartolomeo. Por isso, decidiu na sexta-feira (20) acelerar o processo sucessório.
🗓️ Segundo a companhia, o mandato de Bartolomeo será encerrado em 30 de setembro. Com isso, Pimenta tomará posse como presidente da Vale em 1º de outubro. O mandato do novo CEO terá validade até 31 de maio de 2027.
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Bartolomeo comanda a Vale desde 2019 e ficaria no cargo até o fim do ano. Ainda assim, ele deve seguir como consultor da empresa até o final de 2025.
Em nota, o Conselho de Administração da Vale agradeceu "o empenho e a dedicação de Eduardo nos últimos cinco anos" e desejou sucesso para o executivo "em seus próximos desafios".
Na avaliação do board, Bartolomeo "construiu bases sólidas para uma trajetória promissora da Companhia, promovendo a excelência operacional e posicionando a Vale de forma estratégica na jornada da descarbonização global".
"Sob a liderança de Eduardo, a Vale conseguiu avançar significativamente em sua transformação cultural, com orientação para a segurança das pessoas e operações, para a gestão de riscos e para a integridade de ativos. Adotou um programa pioneiro de descaracterização de barragens, implementando os melhores padrões globais para a gestão das estruturas de contenção de rejeitos", comentou.
Gustavo Pimenta é o vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale desde 2021. Também já atuou nas áreas de Suprimentos e Energia & Descarbonização da mineradora.
O executivo entrou na Vale após 12 anos atuando na AES (AESB3). Nesse período, foi CFO Global, diretor de Planejamento e Estratégia e Vice-presidente de Performance e Serviços da AES.
Além disso, foi vice-presidente de Estratégia e M&A no Citigroup (CTGP34) em Nova Iorque. Ele é formado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais e tem mestrado em Finanças e Economia pela Fundação Getúlio Vargas.
Pimenta foi eleito presidente da Vale depois de meses de indefinição sobre o comando da empresa. As incertezas começaram depois que o governo federal tentou emplacar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o cargo.
O nome de Mantega logo foi rejeitado, mas os conselheiros da Vale demoraram para chegar a um consenso sobre o próximo presidente da companhia e até contrataram a empresa de consultoria Russell Reynolds para auxiliar no processo.
A consultoria teria sugerido 15 nomes do mercado para a mineradora, para que uma lista tríplice de candidatos fosse avaliada ao final. Contudo, o Conselho de Administração da Vale optou por uma solução interna antes disso.
Com a posse de Gustavo Pimenta antecipada para 1º de outubro, a Vale também nomeou na sexta-feira (20) um novo vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Vale.
Murilo Muller vai ocupar o cargo que hoje é ocupado pelo novo presidente da Vale de forma interina, entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2024.
O escolhido é o atual diretor global de Controladoria da companhia.
Além disso, a Vale indicou os economistas Heloisa Belotti Bedicks e Reinaldo Castanheira Filho para os cargos de membros independentes do Conselho de Administração que estão vagos desde a renúncia de Luciano Penido e Vera Marie Inkster, em março e julho deste ano, respectivamente.
Para tomar posse como conselheiros, os indicados ainda precisam ser aprovados em assembleia geral de acionistas. Veja aqui o perfil deles.
A mineradora afirma que não tem mais barragens sob nível de emergência em Nova Lima.
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O papel voltou a ser negociado abaixo de R$ 70, diante da baixa do minério e da alta do frete.
A companhia informou que a medida não altera as suas projeções de produção vigentes.
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Cenário negativo para as cotações do minério de ferro e do petróleo arrasta as duas bleu-chips para baixo.
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