Vale (VALE3) esclarece avaliação de ativos e descarta entrada na Bamin
A mineradora ressaltou que não possui interesse em adquirir participação na Bamin.
A Vale (VALE3) pretende chegar a um acordo com o governo sobre a compensação dos danos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), no próximo mês.
🗣️ Em comunicado publicado nesta quarta-feira (11), a mineradora disse que "as negociações estão avançadas, a partir de propostas previamente apresentadas e divulgadas pelas partes".
Segundo a Vale, ainda não há um acordo definitivo, mas a expectativa é "chegar a um acordo final no processo de mediação em outubro de 2024".
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também falou na possibilidade de encerrar esse assunto em outubro.
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"Até o começo de outubro, a gente vai ter o acordo da Vale para resolver o problema de Mariana e nós queremos utilizar o recurso para recuperar o que foi estragado, para cuidar do povo", disse Lula, na última quinta-feira (5).
Na ocasião, Lula ainda disse acreditar que "as coisas vão mudar para melhor" com a nova diretoria da Vale.
O vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Gustavo Pimenta, foi escolhido para comandar a empresa a partir de 2025. Ele ainda não tomou posse, mas já teria se envolvido nas negociações sobre Mariana.
💲 A negociação sobre a reparação dos dados causados pelo rompimento da barragem em Mariana se arrasta há meses e já chegou a ser alvo de cobranças de Lula.
O poder público calcula que seriam necessários R$ 126 bilhões para a implantação de todas as medidas de reparação e compensação relativas à tragédia. Governo e Vale, no entanto, não chegaram a um consenso sobre o valor a ser pago em um eventual acordo indenizatório.
O Executivo já baixou o valor pedido para R$ 109 bilhões, mas Vale, Samarco e BHP propuseram R$ 82 bilhões na última proposta, em junho. Agora, a expectativa é de que o acordo chegue a R$ 100 bilhões. O valor deve ser repartido entre o governo federal e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
Se o acordo for confirmado em outubro, a solução virá quase nove anos depois do rompimento da barragem. A tragédia ocorreu em 5 de novembro de 2015 e é considerada o maior desastre ambiental causado pelo setor de mineração no Brasil.
A mineradora ressaltou que não possui interesse em adquirir participação na Bamin.
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