Flávio e Lula levam multidões às ruas no último dia de campanha

Flávio esteve em Minas e no Rio, enquanto Lula foi ao Rio e a São Paulo neste sábado (24).

Publicado em 24/10/2026 às 17:32h - Atualizado em 24/10/2026 às 17:33h Publicado em 24/10/2026 às 17:32h Atualizado em 24/10/2026 às 17:33h por Marina Barbosa
Flávio começou o dia de campanha em BH e Lula, no RJ (Imagem: Reprodução/Redes sociais)
Flávio começou o dia de campanha em BH e Lula, no RJ (Imagem: Reprodução/Redes sociais)
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaram milhares de apoiadores às ruas neste sábado (24), no último dia da campanha eleitoral.
Os dois candidatos decidiram realizar seus últimos atos de campanha no Sudeste. Afinal, a região apresenta alguns dos maiores colégios eleitorais do país e registrou altos índices de abstenção no primeiro turno das eleições de 2026.

O dia de Flávio

Flávio começou o dia acompanhando uma motociata promovida por apoiadores em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Depois, seguiu para o Rio de Janeiro para participar de uma caminhada na Barra da Tijuca, que deve terminar em frente ao condomínio em que o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem uma casa.
O candidato do PL é acompanhado por aliados como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que comandou o ato em Minas Gerais.
Flávio não discursou no evento realizado na capital mineira, mas deixou um recado aos apoiadores nas redes sociais antes da agenda.
Ele pediu que os seguidores não deixassem de votar e tentassem levar outras pessoas às urnas neste domingo (25), dizendo que "faltam poucas horas para mudar o destino da nossa nação". "O Brasil vai se libertar, vai prosperar. Eu preciso de vocês", disse Flávio.

O dia de Lula

Lula deu início ao último dia de campanha com uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Depois, seguiu para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo.
O candidato do PT é acompanhado pela esposa, Rosangela da Silva, a Janja, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e por aliados como o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Diferente de Flávio, Lula discursou logo no seu primeiro ato de campanha e ainda falou com a imprensa ao chegar em São Paulo neste sábado (24).
Nas duas ocasiões, destacou a mobilização dos eleitores na campanha do segundo turno e disse que o povo não quer retroceder.
"A sociedade brasileira quer mudança, mas quer mudança estrutural, que faça o país continuar caminhando para a frente. A sociedade brasileira não quer retrocesso", disse Lula, em São Paulo.
O candidato à reeleição ainda tentou se contrapor ao adversário, chamando Flávio de "miliciano" e "mentiroso" e dizendo que o rival quer "privatizar o SUS" e "destruir o fim da escala 6×1".
Diante da forte participação popular na campanha do segundo turno, Lula ainda se disse "convencido" na vitória das urnas.

Empate técnico

Os candidatos chegam ao segundo turno das eleições presidenciais em uma situação de empate técnico.
Flávio tem 50,7% e Lula aparece com 49,3% dos votos válidos na última pesquisa CNT/MDA, divulgada neste sábado (24).
A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.