São Martinho e Vivo fecham parceria para levar internet para quatro usinas

Segundo o comunicado, a parceria visa a instalação de 44 torres de internet para digitalizar 350 mil hectares de produção agrícola.

Publicado em 11/05/2026 às 16:53h Publicado em 11/05/2026 às 16:53h por Matheus Silva
A ampliação da rede beneficiará moradores de 57 cidades vizinhas (Imagem: Shutterstock)
A ampliação da rede beneficiará moradores de 57 cidades vizinhas (Imagem: Shutterstock)
📲 A São Martinho (SMTO3) e a Vivo (VIVT3), oficializaram uma parceria estratégica que promete levar a agricultura de precisão a um novo patamar de escala. O projeto consiste na instalação de 44 torres de conectividade para cobrir uma extensão de 350 mil hectares. 
Essa área gigantesca engloba as operações de quatro grandes usinas do grupo sucroenergético localizadas em pontos estratégicos de São Paulo e Goiás.
O investimento estrutural vai atender diretamente as unidades São Martinho em Pradópolis (SP), Iracema em Iracemápolis (SP), Santa Cruz em Américo Brasiliense (SP) e Boa Vista em Quirinópolis (GO). 
O movimento faz parte de uma tendência crescente no setor onde a tecnologia deixa de ser um acessório e passa a ser o motor da produtividade agrícola.

O impacto da digitalização na eficiência da São Martinho

De acordo com as empresas envolvidas na parceria, a meta central é permitir que máquinas conectadas, sensores inteligentes e ferramentas avançadas de análise de dados operem sem interrupções no campo. 
Na prática, isso significa que a gestão da colheita e do plantio acontece em tempo real, gerando uma digitalização das operações que reduz custos e aumenta a eficiência operacional da São Martinho.
Além de otimizar a produção própria, o alcance das novas torres terá um efeito social interessante. A expansão da infraestrutura deve levar um sinal de internet mais potente para moradores e trabalhadores de trechos em 57 municípios que ficam no entorno dessas unidades produtivas. 
É o agronegócio servindo como vetor de conectividade para regiões que antes tinham acesso limitado à rede mundial de computadores.

A estratégia da Vivo para o mercado corporativo

Para a Telefônica Brasil, o contrato não é apenas uma venda de infraestrutura, mas a consolidação de uma fatia importante do seu faturamento. 
O presidente da companhia, Christian Gebara, ressaltou que esse acordo fortalece a presença da operadora no segmento B2B, que foca em soluções diretas para outras empresas e é um dos pilares de expansão da marca.
Os números mostram que essa aposta tem fundamento financeiro sólido. No período de 12 meses finalizado no primeiro trimestre de 2026, a receita vinda da divisão voltada para empresas somou R$ 5,4 bilhões. Esse montante representa uma alta de 23,8% na comparação anual.
📊 Atualmente, o setor corporativo já é responsável por 8,9% de toda a receita da Vivo, provando que o mercado corporativo no campo é uma avenida de crescimento para o investidor de telecomunicações.

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