Rumo (RAIL3) troca de comando, em meio à possível venda pela Cosan (CSAN3)

A companhia passa a ser comandada de forma interina por Daniel Rockenbach, o presidente da Malha Sul.

Publicado em 22/06/2026 às 13:24h Publicado em 22/06/2026 às 13:24h por Marina Barbosa
Rumo é a maior operadora logística ferroviária independente do Brasil (Imagem: Divulgação)
Rumo é a maior operadora logística ferroviária independente do Brasil (Imagem: Divulgação)
A Rumo (RAIL3) trocou de comando, justamente no momento em que a Cosan (CSAN3) avalia reduzir a sua participação na empresa.
👨‍💼 A companhia ferroviária anunciou nesta segunda-feira (22) a saída do CEO, Pedro Palma, e informou que a posição será ocupada de forma interina por Daniel Rockenbach.
Pedro Palma ocupava a presidência da Rumo há pouco mais de dois anos e nesse domingo (21) usou as redes sociais para celebrar a entrega de mais um projeto da empresa no Mato Grosso.
O executivo poderia ficar no cargo até 2028. Ainda assim, a Rumo não explicou o motivo da saída antecipada do CEO, nem deu detalhes do processo de escolha do novo presidente.
Em comunicado, disse apenas que a mudança entra em vigor no próximo dia 20 de julho. Além disso, lembrou que Daniel Rockenbach está na empresa há 15 anos e atualmente comanda uma das suas principais concessões, a Malha Sul.

Mercado aprova mudança

O mercado aprovou o nome escolhido para comandar a Rumo nesta nova fase, ainda que de forma interina.
Em relatório, o Santander destacou que Rockenbach tem mais de 25 anos de experiência no mercado ferroviário e logístico.
"A vasta experiência do Daniel no setor ferroviário e o seu conhecimento das operações da empresa e da dinâmica dos clientes deverão, na nossa opinião, reforçar a estratégia global da empresa", afirmou.
As ações da Rumo chegaram a subir mais de 1% na abertura do mercado nesta segunda-feira (22), após a troca de comando. Porém, mudaram de rumo e passaram a cair ainda durante a manhã.

Cosan avalia reduzir posição na Cosan

🔎 A mudança no comando da Rumo ocorre em meio à possível redução da participação de 20,33% da Cosan na empresa.
A Cosan tem feito desinvestimentos para conseguir zerar o endividamento e já teria iniciado um processo específico sobre a sua fatia na Rumo, para vender ao menos uma parte desse ativo.
Em um comunicado publicado no início de junho, a holding disse que avalia constantemente a eventual alienação de participação em suas investidas, mas ressaltou que ainda não havia uma definição sobre o assunto.
"A prioridade estratégica permanece voltada à desalavancagem e à simplificação da estrutura da Companhia, não havendo qualquer discussão sobre o seu término ou dissolução nos órgãos de governança", disse, à época.
Nesse sentido, a Cosan levantou R$ 586 milhões com a venda de terras de outra das suas subsidiárias na semana passada, a Radar
A holding de Rubens Ometto ainda anunciou na sexta-feira (19) a conclusão de pré-pagamentos de dívida que somam R$ 2,8 bilhões.
De acordo com a empresa, a operação permitiu reduzir o volume e alongar o prazo médio da sua dívida, trazendo maior eficiência financeira para o balanço.
Ainda assim, a Cosan disse que seguia avaliando alternativas para o pré-pagamento de passivos financeiros e otimização de sua estrutura de capital.

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