Renda fixa pagou quase 4% ao mês em setembro de 2026 e Anbima revela o X da questão

Os índices de Tesouro IPCA+ são agora os queridinhos em termos de rentabilidade, até 354% do CDI.

Publicado em 07/10/2026 às 19:44h Publicado em 07/10/2026 às 19:44h por Lucas Simões
Carteira de Tesouro IPCA+ de longo entregou o maior lucro com marcação a mercado (Imagem: Shutterstock)
Carteira de Tesouro IPCA+ de longo entregou o maior lucro com marcação a mercado (Imagem: Shutterstock)
Muitos investidores ainda não entendem que o cenário de juros compostos em queda coloca muito dinheiro no bolso dos rentistas que se posicionaram em certas modalidades de renda fixa. Antes mesmo do trade eleitoral Flávio Bolsonaro teve carteira de Tesouro IPCA+ desenvolvida pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que rendeu quase 4% ao mês só em setembro de 2026.
Estamos falando do índice de referência IMA-B 5+, formado por títulos públicos indexados à inflação (Tesouro IPCA+) com vencimento superior a cinco anos. Tal reduto mais arrojado da renda fixa brasileira teve valorização de 3,83% ao mês no período, o bastante para bater 354% do CDI.
Afinal de contas, a taxa de referência mais conhecida no mundo dos juros compostos, o CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro), rendeu apenas 1,08% ao mês durante setembro, embora o rendimento já seja tão cobiçado pelos investidores de renda fixa e reflita a entrega do novo Tesouro Reserva.
Já a valorização do IMA-B 5, carteira composta só por Tesouro IPCA+ que vencem em menos de cinco anos, foi de 2,01% ao mês. O IMA-B, que representa o conjunto de todos os títulos públicos indexados ao IPCA, rendeu 3,15% ao mês em setembro.
Para Leonardo Medina, gerente de preços e índices da Anbima, os investidores que emprestaram dinheiro ao governo brasileiro por meio do Tesouro IPCA+ com vencimentos de longo prazo, quando os juros compostos eram muito maiores que as condições atuais, só estão colhendo os bons frutos.
“Quando essas taxas recuam, como ocorreu neste mês, os preços dos títulos sobem. E o impacto é relativamente maior nos papéis de prazo mais alongado”, salienta o especialista da Anbima.
Atualmente, os títulos públicos indexados à inflação acessíveis para novos aportes no Tesouro Direto que apresentam os vencimentos mais longos são: