Raízen aprova capitalização de R$ 39,8 bi e vai se dividir em duas empresas
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
A Raízen (RAIZ4) comunicou ao mercado que o Norges Bank, fundo soberano da Noruega, adquiriu uma participação acionária significativa na companhia. A aquisição de 68.178.333 ações preferenciais (PN) representa 5,02% do total de ações emitidas pela Raízen, tornando o Norges Bank um acionista relevante.
A produtora de açúcar e etanol apresentou um desempenho financeiro sólido no primeiro trimestre da safra 2024/25, registrando um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão. Esse resultado positivo representa um aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior e foi divulgado no balanço da empresa nesta terça-feira (13).
📊 O lucro da Raízen foi impulsionado por dois fatores principais: os ganhos obtidos em suas operações e o reconhecimento de um crédito tributário no valor de R$ 1,8 bilhão, relacionado à exclusão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da base de cálculo de outros impostos.
Embora a Raízen tenha registrado um crescimento de 18,3% em sua receita líquida no primeiro trimestre da safra 2024/25, o Ebitda ajustado da companhia apresentou uma queda de 29,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 2,31 bilhões. Esse desempenho foi influenciado, em parte, pelos resultados menos favoráveis da divisão de açúcar.
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A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
O fundo Mubadala e a FS avaliaram comprar créditos de credores da Raízen, em meio a uma reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas.
A Raízen e suas controladas fecharam uma transação de R$ 22,4 bilhões com PGFN e Receita Federal.
Com 71,3 milhões de ações preferenciais, a gestora SPX passou a deter 5,25% das ações emitidas da companhia.
O aumento de capital integra o plano de recuperação extrajudicial e prevê novos tickers na B3.
A proposta prevê a emissão de ao menos 14 bilhões de ações ordinárias e preferenciais.
Nesta segunda (19), a CVM aprovou a conversão do registro da Raízen Energia para a categoria A, etapa da recuperação extrajudicial.
A produtora de açúcar e etanol, bancada pelos acionistas majoritários Cosan (CSAN3) e Shell, atravessa reorganização societária.
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