Raízen aprova capitalização de R$ 39,8 bi e vai se dividir em duas empresas
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
🚨 A Raízen (RAIZ4) deu mais um passo no seu plano de reestruturação estratégica com a venda de um novo bloco de projetos de geração solar distribuída (GD).
A operação, que recebeu o aval da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), foi firmada com o fundo Pátria Infraestrutura Energia Core FIP, controlado pelo Pátria Investimentos.
O negócio marca mais um movimento de desinvestimento da joint venture entre Shell e Cosan, que vem se desfazendo de ativos fora de seu core business para conter o endividamento e reforçar sua posição de caixa.
Mesmo assim, o mercado reagiu com pessimismo: as ações da companhia lideraram as perdas do Ibovespa nesta segunda-feira (26), recuando 6,54%, a R$ 2,00, por volta das 14h45.
A venda dos ativos de energia solar distribuída se junta à transação recente da usina de Leme, anunciada há duas semanas, por R$ 425 milhões, negociada com a Ferrari Agroindústria e a Agromen Sementes Agrícolas.
Ambas refletem o esforço da companhia em enxugar o portfólio e focar nas atividades mais rentáveis — açúcar, etanol, bioenergia e distribuição de combustíveis.
Com um alto nível de capex e alavancagem, a Raízen está nos holofotes do mercado. A reestruturação liderada pelo CEO Nelson Gomes inclui iniciativas para cortar investimentos não essenciais, otimizar a originação de combustíveis e aumentar a eficiência operacional.
Apesar dos esforços, o desempenho recente das ações não anima, investidores ainda esperam evidências mais concretas de recuperação nos resultados da empresa.
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Segundo o Cade, o negócio com o Pátria representa uma oportunidade para o fundo ampliar sua atuação no segmento de geração descentralizada, um dos que mais crescem no setor elétrico brasileiro.
A operação, porém, foi interpretada por parte dos analistas como mais uma venda defensiva da Raízen, refletindo pressões de liquidez e priorização de curto prazo.
Com isso, ainda que o movimento reforce a disciplina financeira da companhia, o receio do mercado é que os desinvestimentos acabem limitando oportunidades futuras de crescimento em segmentos como o de energia renovável — justamente um dos mais promissores da transição energética global.
📈 De acordo com a empresa, o foco agora é manter o portfólio centrado em negócios mais resilientes e com geração de caixa previsível. Isso inclui:
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
O fundo Mubadala e a FS avaliaram comprar créditos de credores da Raízen, em meio a uma reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas.
A Raízen e suas controladas fecharam uma transação de R$ 22,4 bilhões com PGFN e Receita Federal.
Com 71,3 milhões de ações preferenciais, a gestora SPX passou a deter 5,25% das ações emitidas da companhia.
O aumento de capital integra o plano de recuperação extrajudicial e prevê novos tickers na B3.
A proposta prevê a emissão de ao menos 14 bilhões de ações ordinárias e preferenciais.
Nesta segunda (19), a CVM aprovou a conversão do registro da Raízen Energia para a categoria A, etapa da recuperação extrajudicial.
A produtora de açúcar e etanol, bancada pelos acionistas majoritários Cosan (CSAN3) e Shell, atravessa reorganização societária.
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