Petroleiras da B3 recuam com queda do petróleo; PRIO3 recua 3%

A Petrobras (PETR4) também figurava entre os destaques negativos do pregão.

Publicado em 24/06/2026 às 16:50h Publicado em 24/06/2026 às 16:50h por Elanny Vlaxio
Às 16h20, no horário de Brasília, o petróleo recuava 3,27% (Imagem: Shutterstock)
Às 16h20, no horário de Brasília, o petróleo recuava 3,27% (Imagem: Shutterstock)
Depois de dias em que o mercado acompanhou atentamente as tensões envolvendo o Oriente Médio e o futuro do Estreito de Ormuz, o petróleo voltou a perder força nesta quarta-feira (24), refletindo diretamente nas ações das petroleiras da B3. Com a commodity abaixo dos níveis recentes, investidores reduziram posições no setor, levando os principais papéis ligados à exploração e produção de óleo para o campo negativo.
Entre as maiores perdas, a Prio (PRIO3) caía 3,89%, cotada a R$ 53,92. A Petrobras (PETR4) também figurava entre os destaques negativos do pregão, com recuo de 2,92%, para R$ 38,17. O movimento também atingia outras companhias ligadas à exploração e produção de petróleo. A PetroReconcavo (RECV3) registrava queda de 1,78%, a R$ 9,93, enquanto a Brava Energia (BRAV3) cedia 0,37%, negociada a R$ 18,89.
Às 16h20, no horário de Brasília, o petróleo recuava 3,27%, sendo negociado a US$ 69,93 por barril. A pressão sobre a commodity ganhou força após declarações envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã informou aos americanos que não estavam sendo cobradas taxas dos navios que atravessam a região.
"O Irã informou aos EUA que, apesar de relatos de 'fake news' que causam confusão, não há 'pedágios, custos de seguro ou quaisquer outras taxas de qualquer tipo sendo cobradas ou recebidas pelo Irã em navios que atravessam o Estreito de Ormuz'. Se essa informação for falsa, as negociações serão encerradas imediatamente!", afirmou Trump em publicação.
As negociações entre os dois países seguem cercadas por divergências. Depois da primeira rodada de conversas realizada na Suíça e encerrada na segunda-feira, Estados Unidos e Irã apresentaram versões distintas sobre temas como incentivos financeiros ao governo iraniano, o controle do Estreito de Ormuz e os desdobramentos da guerra paralela de Israel no Líbano.
Logo depois, Trump voltou a declarar que Washington não enviará recursos ao Irã, apesar de o acordo mencionar que os Estados Unidos e seus aliados “criarão o mecanismo para transferência de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,55 trilhão) para reconstrução”.
"Além disso, nenhum dinheiro foi dado ao Irã, nem liberado ao país pelos EUA. Nós iremos liberar parte do dinheiro deles, que está totalmente sob nosso controle, para nossos agricultores e pecuaristas, para a compra de milho, trigo, soja e outros produtos. Alimentos são urgentemente necessários no Irã, e nós iremos comprá-los para eles exclusivamente dos Estados Unidos", completou Trump.
Mesmo com a fala do presidente norte-americano, Irã e Omã informaram em comunicado conjunto divulgado na terça-feira que estudam a possibilidade de implementar uma administração compartilhada do Estreito de Ormuz no futuro, incluindo a cobrança de valores pelos serviços prestados na região.