Oi (OIBR3) não divulgará balanços do 1T26 e 2T26 e ainda deve números de 2025
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
A Oi (OIBR3) voltou ao vermelho, ao registrar um prejuízo de R$ 835 milhões no segundo trimestre de 2025.
📉 A companhia havia aberto o ano no azul, mas viu seu faturamento afundar depois da venda das unidades de fibra óptica e televisão por assinatura.
Os negócios foram vendidos no início do ano, para que a companhia reduzisse a sua dívida e obtivesse recursos para arcar com as obrigações previstas no seu novo plano de recuperação judicial.
Sem esses serviços no entanto, a Oi registrou uma receita líquida consolidada de R$ 684 milhões no segundo trimestre de 2025. Isto é, um faturamento 67,7% menor que o do mesmo período de 2024 e 52,3% inferior ao trimestre anterior.
Os custos e despesas de rotina também caíram com a venda desses ativos, totalizando R$ 782 milhões. Ainda assim, a empresa teve um Ebitda negativo de R$ 91 milhões no segundo trimestre.
💲 O resultado foi um prejuízo líquido de R$ 835 milhões, que contrasta com o lucro de R$ 1,657 bilhão registrado no primeiro trimestre de 2025 e ainda mais com o resultado positivo de R$ 15,061 bilhões do segundo trimestre de 2024, que foi impulsionado pela aprovação da recuperação judicial.
Já a dívida bruta somou R$ 11,189 bilhões, ficando praticamente estável em relação ao trimestre anterior (R$ 11,291 bilhões). O valor, contudo, subiu 30,6% em um ano.
Em balanço divulgado nessa quinta-feira (4), a Oi ressaltou, por sua vez, que a receita das operações que continuam sob sua administração cresceram 8,4% no segundo trimestre de 2025.
📱 Com a venda das unidades de fibra óptica e televisão por assinatura, a Oi passou a concentrar suas atividades na oferta de soluções de tecnologia e conectividade para o mercado corporativo por meio da Oi Soluções.
A companhia também segue oferecendo o serviço de telefonia fixa nas localidades que não são atendida por outra empresa, conforme determinado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A combinação desses negócios vêm sendo chamados de Nova Oi.
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
O acionista informou que a alienação das ações não tem como objetivo alterar a estrutura administrativa da companhia.
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável.
Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Victor Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi.
A decisão manteve a liquidação ordenada dos ativos pelo gestor judicial até o julgamento do mérito dos recursos.
A empresa divulgou a informação na última terça-feira (12).
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