Oi (OIBR3): Justiça suspende venda da participação na V.tal por R$ 4,5 bilhões
Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
💲 A Oi (OIBR3) anunciou nesta sexta-feira (17), que recebeu a maior parte dos fundos de um empréstimo-ponte crucial para sua operação e saúde financeira.
O empréstimo faz parte do Plano de Recuperação Judicial (PRJ) da empresa e tem como objetivo principal fornecer a liquidez necessária para que a Oi consiga honrar suas obrigações de curto prazo.
O montante total negociado com os credores financeiros é de aproximadamente US$ 135,8 milhões, dos quais US$ 133,7 milhões já foram efetivamente recebidos pela empresa.
Os US$ 2,1 milhões restantes são esperados para serem transferidos ainda hoje.
Este financiamento é classificado como DIP (debtor in possession), uma modalidade específica para empresas que estão sob proteção de recuperação judicial, destinada a manter o funcionamento da companhia ao cobrir lacunas no fluxo de caixa.
Durante a aprovação do plano de recuperação em assembleia geral de credores em abril, foi decidido que o empréstimo seria fornecido preferencialmente pelos mesmos credores que participaram do financiamento DIP original.
Além disso, a Oi planeja captar um financiamento adicional de US$ 655 milhões (cerca de R$ 3,34 bilhões), conforme as cláusulas do seu plano de recuperação.
Deste total, até US$ 505 milhões devem ser fornecidos pelo grupo de credores Ad Hoc. Os restantes US$ 150 milhões deverão ser providenciados por outra entidade, possivelmente a V.tal.
📈 Em paralelo à obtenção de recursos, a Oi também está ativamente buscando compradores para a ClientCo, sua unidade de negócios que administra a carteira de clientes de banda larga por meio de sua rede de fibra óptica.
A V.tal já indicou interesse em adquirir esta unidade numa segunda rodada de ofertas, caso as propostas iniciais não atinjam os valores esperados conforme o plano de recuperação.
Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Victor Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi.
A decisão manteve a liquidação ordenada dos ativos pelo gestor judicial até o julgamento do mérito dos recursos.
A empresa divulgou a informação na última terça-feira (12).
A UPI Oi Soluções reúne ativos ligados ao segmento B2B da companhia.
Com a decisão, a companhia ganha espaço para avançar com a transação.
A justiça do RJ prorrogou a suspensão de dívidas após recurso do Bradesco, que argumentou que a falência imediata prejudicaria credores.
A unidade de telefonia fixa da Oi foi arrematada por R$ 60,1 milhões pela Método Telecom.
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