Cosan (CSAN3) conclui pré-pagamentos de R$ 2,8 bi e reduz dívida em R$ 8,8 bi no ano
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
💲 A Moove, uma das principais subsidiárias da Cosan (CSAN3) no setor de lubrificantes, acaba de dar mais um passo importante rumo à sua oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos.
A empresa protocolou oficialmente o pedido junto à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão responsável pela regulamentação do mercado de capitais norte-americano.
Esse movimento é visto por analistas como uma oportunidade para destravar valor nas ações da Cosan, controladora da Moove.
A Moove, que registrou um lucro líquido de aproximadamente US$ 48 milhões no último ano, além de uma receita de US$ 1,8 bilhão, demonstrou um crescimento robusto de 13% em comparação ao período anterior.
O IPO nos EUA pode abrir caminho para uma valorização significativa dos ativos da empresa, que continuará sob o controle da Cosan após a listagem na Bolsa de Valores de Nova York, onde será negociada sob o ticker MOOV.
Com sede em São Paulo, a Moove destaca-se como uma das maiores produtoras e distribuidoras de lubrificantes e óleos básicos, operando em mercados estratégicos como América do Sul, Europa e Estados Unidos.
Além da Cosan, que controla a Moove, a empresa também conta com o apoio da CVC Capital Partners, um dos maiores fundos de private equity do mundo.
O grupo Cosan, fundado em 1936, é um dos mais diversificados conglomerados do Brasil, com forte atuação nos setores de agronegócio, distribuição de combustíveis e gás natural, além de logística.
📈 A companhia é responsável por marcas renomadas, como Raízen (RAIZ4), Rumo (RAIL3), Comgás (CGAS5), e também é a maior operadora de ferrovias da América Latina.
Além disso, a Cosan mantém liderança em áreas estratégicas como a distribuição de gás natural e a fabricação de etanol, sendo uma das maiores exportadoras de cana-de-açúcar do mundo.
O IPO da Moove está sendo liderado por grandes instituições financeiras, incluindo JPMorgan Chase, Bank of America, Citigroup, Itaú BBA, BTG Pactual e Banco Santander.
Analistas do mercado, como o Bradesco BBI, acreditam que a bem-sucedida oferta pública da Moove poderá ser um catalisador de valorização para a Cosan, ao destacar o real valor do ativo, que muitos consideram subvalorizado dentro da atual estrutura de ações da companhia.
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding deve ser dissolvida em 3 a 5 anos, com início previsto para 2027.
Com a dissolução, os acionistas da Cosan terão participação direta nas investidas, como Rumo e Compass Gás e Energia.
A holding diversificada tem participações nas empresas Compass, Moove, Raízen e Rumo.
Em call com analistas, CEO da Cosan também defendeu a separação dos negócios da Raízen.
Na outra ponta, o Ebitda totalizou R$ 7,8 bilhões no quarto trimestre de 2025.
Cosan solta dados em meio a negociações sobre capitalização da Raízen e IPO da Compass.
A Cosan apresentou o pedido de IPO da Compass no Brasil nessa quinta-feira (5).
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