Ecopetrol assume controle da Brava (BRAV3); ação pode deixar a B3?
Nova controladora garantiu que pretende manter os papéis da petrolífera no balcão da bolsa por pelo menos um ano.
Nesta terça-feira (28), a Brava Energia (BRAV3) emitiu um comunicado ao mercado informando que o JP Morgan assumiu uma posição importante na companhia. O banco norte-americano, que já era sócio da empresa, agora passa a ter mais de 5% do capital social.
O informe foi divulgado porque, conforme as regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), é obrigatório informar aos investidores sempre que uma empresa ou pessoa física ultrapassa uma fatia considerável de ações. A chegada a este patamar acontece depois que o JP Morgan comprou 740,6 mil ações da empresa de energia no último dia 24 de outubro.
“Dessa forma, com base no capital social da companhia representado por 464.557.268 ações ordinárias, a participação do grupo econômico do JP Morgan aumentou para 5,15%”, destacou a Brava no documento.
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A notícia animou parte do mercado, que saiu para comprar as ações da companhia durante a manhã. Por volta das 11h, os papéis eram negociados com alta de 0,6%, ensaiando encostar nos R$ 14,50, conforme dados da B3.
Apesar do momento positivo, a situação da companhia não está nada boa, de acordo com o histórico do preço das ações. Só neste ano, o recuo foi de 38%, um dos piores resultados do Ibovespa (IBOV).
A Brava Energia surgiu em 2024, fruto da fusão entre 3R Petroleum e Enauta, com o objetivo de se tornar a maior petrolífera júnior do país. As ações estão na B3 desde 2020, já que apenas trocaram o ticker da Enauta, que fez IPO naquele ano, pelo da nova companhia.
Atualmente, o valor de mercado da companhia é de R$ 6,8 bilhões, mas o desafio tem sido integrar todas as áreas da empresa e entregar valor ao acionista. “Tem sido uma integração intensa — e é bom que seja assim mesmo”, destacou Décio Oddone, CEO da Brava Energia, em entrevista recente ao InvestNews.
Segundo os últimos boletins divulgados pela ANP, a Brava ocupa o terceiro lugar na lista de produção diária de óleo. No terceiro trimestre deste ano, a companhia alcançou o marco de 91,8 mil barris por dia, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ao todo, são 12 campos de exploração de óleo e gás pelo Brasil, mas a empresa não descarta vender alguns desses ativos para fechar as contas. A Brava deve entregar um plano estratégico de reestruturação até o fim deste ano, dando aos investidores mais detalhes de como deve prosseguir nos próximos anos.
“Estamos olhando os nossos ativos e avaliando se existem campos que alguém possa conduzir melhor do que a gente. O nosso jogo não será apenas de volume”, continuou ele. Apesar disso, a companhia espera alcançar a marca de 110 mil barris por dia em 2025.
Nova controladora garantiu que pretende manter os papéis da petrolífera no balcão da bolsa por pelo menos um ano.
Petróleo caro durante o trimestre turbina petroleira resultante da união entre 3R Petroleum e Enauta.
A companhia informou que o conselho deu parecer favorável à oferta, ressalvando as condições apontadas no documento.
O leilão foi remarcado para o dia 5 de agosto de 2026.
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A nova etapa do processo sucede a suspensão temporária da oferta pública anunciada no fim de junho.
A produção de óleo alcançou média de 64.887 barris por dia em junho.
A aprovação foi feita em assembleias realizadas na segunda-feira (8).
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