Brava Energia (BRAV3) tem prejuízo de R$ 588 milhões no 4º trimestre, queda de 43%
O crescimento da produção foi sustentado, principalmente, pela performance dos campos de Atlanta e Papa-Terra.
Nesta terça-feira (28), a Brava Energia (BRAV3) emitiu um comunicado ao mercado informando que o JP Morgan assumiu uma posição importante na companhia. O banco norte-americano, que já era sócio da empresa, agora passa a ter mais de 5% do capital social.
O informe foi divulgado porque, conforme as regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), é obrigatório informar aos investidores sempre que uma empresa ou pessoa física ultrapassa uma fatia considerável de ações. A chegada a este patamar acontece depois que o JP Morgan comprou 740,6 mil ações da empresa de energia no último dia 24 de outubro.
“Dessa forma, com base no capital social da companhia representado por 464.557.268 ações ordinárias, a participação do grupo econômico do JP Morgan aumentou para 5,15%”, destacou a Brava no documento.
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A notícia animou parte do mercado, que saiu para comprar as ações da companhia durante a manhã. Por volta das 11h, os papéis eram negociados com alta de 0,6%, ensaiando encostar nos R$ 14,50, conforme dados da B3.
Apesar do momento positivo, a situação da companhia não está nada boa, de acordo com o histórico do preço das ações. Só neste ano, o recuo foi de 38%, um dos piores resultados do Ibovespa (IBOV).
A Brava Energia surgiu em 2024, fruto da fusão entre 3R Petroleum e Enauta, com o objetivo de se tornar a maior petrolífera júnior do país. As ações estão na B3 desde 2020, já que apenas trocaram o ticker da Enauta, que fez IPO naquele ano, pelo da nova companhia.
Atualmente, o valor de mercado da companhia é de R$ 6,8 bilhões, mas o desafio tem sido integrar todas as áreas da empresa e entregar valor ao acionista. “Tem sido uma integração intensa — e é bom que seja assim mesmo”, destacou Décio Oddone, CEO da Brava Energia, em entrevista recente ao InvestNews.
Segundo os últimos boletins divulgados pela ANP, a Brava ocupa o terceiro lugar na lista de produção diária de óleo. No terceiro trimestre deste ano, a companhia alcançou o marco de 91,8 mil barris por dia, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ao todo, são 12 campos de exploração de óleo e gás pelo Brasil, mas a empresa não descarta vender alguns desses ativos para fechar as contas. A Brava deve entregar um plano estratégico de reestruturação até o fim deste ano, dando aos investidores mais detalhes de como deve prosseguir nos próximos anos.
“Estamos olhando os nossos ativos e avaliando se existem campos que alguém possa conduzir melhor do que a gente. O nosso jogo não será apenas de volume”, continuou ele. Apesar disso, a companhia espera alcançar a marca de 110 mil barris por dia em 2025.
O crescimento da produção foi sustentado, principalmente, pela performance dos campos de Atlanta e Papa-Terra.
Do total produzido em fevereiro, 52,4 mil boe/d vieram de ativos offshore.
A autorização, contudo, está condicionada a duas determinações, diz o comunicado.
Do total produzido no mês, 45,7 mil boe/d vieram de ativos offshore.
Caso todos os requisitos sejam atendidos, a expectativa da Brava é que o fechamento ocorra ao longo de 2026.
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