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Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou nesta sexta-feira (30) o lançamento do Itaú Pay, ferramenta que integra o banco diretamente ao comércio eletrônico.
A novidade permite ao cliente concluir compras online pelo aplicativo do Itaú, sem precisar digitar os dados do cartão.
A estreia acontece na agência de viagens Decolar.com, e a expectativa é de expansão para outros parceiros nos próximos meses.
Novo botão no checkout permite pagar com saldo, cartão ou pontos
Na prática, o serviço aparece como um novo botão na página de checkout do varejista, ao lado de opções tradicionais como cartão de crédito e Pix.
Ao selecionar a ferramenta, o usuário pode escolher concluir a transação usando o saldo em conta ou o cartão de crédito, que ainda oferece parcelamento estendido conforme critérios de elegibilidade. Há também a possibilidade de pagar com os pontos do banco.
Além da Decolar, o Itaú se prepara para levar a solução a outras empresas nas próximas semanas, entre elas a
Raia Drogasil (RADL3), a locadora
Localiza (RENT3), a companhia de gestão de consumo e bilheteria Zig e a fintech Ebanx.
A iniciativa amplia a atuação do maior banco privado do país no mercado de account-to-account payments, modelo que conecta a conta bancária do pagador à do recebedor sem necessariamente usar a infraestrutura de uma bandeira.
No caso do Itaú Pay, o escopo é um pouco mais amplo, já que o cliente mantém a alternativa de usar o cartão.
Banco estima ganho de 10 pontos na aprovação e tíquete até 50% maior
A promessa central é reduzir a fricção que faz muitos consumidores desistirem da compra. “A experiência do cliente com o Itaú Pay será muito melhor do que a experiência padrão de uma compra com cartão de crédito no e-commerce, em que é preciso digitar os números do cartão ou gerar um cartão virtual, por exemplo”, afirma Angelo Russomanno, diretor de Recebimentos e Adquirência do Itaú.
Pelas estimativas do banco, a ferramenta pode gerar aumento de até 10 pontos percentuais na taxa de aprovação das transações, um dos principais desafios do comércio eletrônico.
A opção de parcelamento estendido também pode elevar em até 50% o tíquete médio das compras. “A experiência será cinco vezes mais rápida do que a experiência padrão, para 30 segundos”, diz Felipe Piccoli, diretor de Cartões, Conta e Pagamento do Itaú.
Produto entra em rota de colisão com o NuPay e a Pagaleve
A solução é semelhante ao NuPay, do
Nubank (ROXO34), disponível desde 2022. Também pode disputar espaço com outras plataformas incorporadas ao checkout, como a Pagaleve, que oferece parcelamento no Pix sem necessidade de limite bancário ou cartão.
O Itaú avalia, porém, que tem trunfos para se diferenciar. O banco é líder tanto na emissão de cartões quanto na adquirência.
A Rede, empresa de maquininhas do grupo, tem pouco mais de 25% de participação de mercado, segundo o relatório setorial CardMonitor. Como emissora, a instituição aparece com 24,3% do setor, bem à frente do Nubank, que tem 15,2%.
Taxas serão negociadas caso a caso, mas banco promete eficiência
A combinação de adquirência e emissão dá ao Itaú acesso a uma base diversificada de consumidores e lojistas. As taxas cobradas do lojista, os MDRs, serão negociadas caso a caso, o que impede saber de antemão se ficarão necessariamente abaixo das praticadas em cartões.
Ainda assim, o banco aposta em ganhos de eficiência. “Os clientes que já trabalham com o e-commerce da Rede vão ter uma jornada de implantação mais simplificada”, explica Russomanno.
O executivo avalia também que a ferramenta pode reduzir riscos de fraude, já que a compra é autenticada dentro do ecossistema do banco, em vez de depender do preenchimento de dados no site. Com isso, haveria ainda menor custo com chargeback, o estorno de transação contestada.
📊 “Esse conjunto de elementos melhora a aprovação, vendas, experiência e segurança, o que se traduz em eficiência e redução de custo”, afirma.