IPCA: Inflação sobe 0,67% em abril e acumula alta de 4,39%

Em abril de 2025, a variação mensal havia sido de 0,43%.

Publicado em 12/05/2026 às 08:44h Publicado em 12/05/2026 às 08:44h por Elanny Vlaxio
O acumulado em 12 meses voltou a ganhar força  (Imagem: Shutterstock)
O acumulado em 12 meses voltou a ganhar força (Imagem: Shutterstock)
O avanço dos preços perdeu força em abril, mas a inflação segue pressionando o bolso dos brasileiros. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice considerado a inflação oficial do país, subiu 0,67% no mês, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 
Apesar da desaceleração em relação a março, quando o indicador havia avançado 0,88%, o acumulado em 12 meses voltou a ganhar força e chegou a 4,39%, acima dos 4,14% registrados até março. Em abril de 2025, a variação mensal havia sido de 0,43%. 
Entre os grupos que mais pressionaram a inflação, Alimentação e bebidas liderou tanto em alta quanto em impacto no índice. O segmento avançou 1,34% no mês e respondeu sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA. Logo atrás apareceu Saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16% e contribuição de 0,16 ponto percentual.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebida: 1,34%;
  • Habitação: 0,63%;
  • Artigos de residência: 0,65%;
  • Vestuário: 0,52%;
  • Transportes: 0,06%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16%;
  • Despesas pessoais: 0,35%;
  • Educação: 0,06%;
  • Comunicação: 0,57%.

O que muda no bolso do consumidor?

Mesmo com a desaceleração do índice mensal, a inflação continua afetando diretamente o dia a dia das famílias. Isso acontece porque o aumento dos preços reduz o poder de compra já que com o mesmo valor em dinheiro, o consumidor passa a comprar menos produtos e serviços do que antes.
Além disso, a alta do IPCA também impacta o custo de vida e a renda familiar. Com preços mais elevados, despesas básicas como alimentação, transporte, saúde e moradia ficam mais pesadas no orçamento. Na prática, as famílias precisam gastar mais para manter o mesmo padrão de consumo, especialmente em um cenário em que os salários nem sempre acompanham o ritmo da inflação.