Ibovespa recua entre discurso na ONU e ata do Copom

No mercado de commodities, o petróleo cai 2,81%, a US$ 90,01.

Publicado em 22/09/2026 às 10:42h - Atualizado em 22/09/2026 às 11:32h Publicado em 22/09/2026 às 10:42h Atualizado em 22/09/2026 às 11:32h por Elanny Vlaxio
O mercado acompanha nesta terça-feira (22) uma combinação de fatores políticos, monetários e geopolíticos (Imagem: Shutterstock)
O mercado acompanha nesta terça-feira (22) uma combinação de fatores políticos, monetários e geopolíticos (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa, por volta das 10h (horário de Brasília), recua 0,56%, aos 185.554,27 mil pontos, enquanto investidores acompanham o discurso na ONU, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e a nova pesquisa eleitoral Quaest. No mercado de câmbio, o dólar sobe 0,19%, cotado a R$ 5,12.
No mercado de commodities, o petróleo cai 2,81%, a US$ 90,01, adicionando pressão ao ambiente externo. Entre os fundos imobiliários, o IFIX, índice de fundos imobiliários, avança 0,15%, aos 3.756,13 mil pontos. 
Já no mercado de criptomoedas, o Bitcoin sobe 1,30%, enquanto o Ethereum registra alta de 0,85%. Veja como operavam as bolsas em Nova York:

O que mexe com o mercado

O mercado acompanha nesta terça-feira (22) uma combinação de fatores políticos, monetários e geopolíticos. Entre os destaques estão a pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial, a ata do Copom, o conflito entre Estados Unidos e Irã e os discursos previstos na Assembleia Geral da ONU.
No cenário eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42% das intenções de voto contra 41% de Lula (PT) em uma eventual disputa de segundo turno, segundo a Quaest. Na pesquisa anterior, o senador também tinha 42%, enquanto o presidente registrava 40%.
A política monetária também está no radar dos investidores. A ata do Copom traz sinais sobre os próximos passos da Selic e destaca que o cenário atual é marcado por “incerteza em níveis historicamente elevados".
"O balanço de riscos segue com assimetria altista, e o Copom repete que monitora a desancoragem das expectativas de longo prazo, reforçando que esse ambiente exige restrição monetária maior e por mais tempo. A política fiscal também segue no radar, com a mesma preocupação sobre o esmorecimento das reformas estruturais elevando a taxa de juros neutra", avaliou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
No exterior, os mercados acompanham possíveis avanços diplomáticos para o conflito entre Estados Unidos e Irã. A atenção aumentou após a notícia de que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, viajará para a ONU.
É justamente na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que Lula discursa nesta terça-feira. Como ocorre tradicionalmente, o presidente brasileiro fará a abertura do evento anual. Na sequência, Donald Trump também deve discursar.

Veja também as maiores altas do Ibovespa

  • HAPV3: +8.05% a R$ 6,71;
  • CEAB3: +6.60% a R$ 9,52;
  • CSNA3: +6.50% a R$ 6,23;
  • VAMO3: +6.09% a R$ 3,66;
  • VIVA3: +5.49% a R$ 23,82;

E as maiores baixas

  • PRIO3: -3.46% a R$ 61,05;
  • TEND3: -2.92% a R$ 29,24;
  • BBSE3: -2.55% a R$ 39,82;
  • SUZB3: -1.54% a R$ 47,25;
  • BEEF3: -1.51% a R$ 3,92.