Ibovespa fecha no zero a zero com Vale e Petrobras em queda; RAPT3 sobe 41%

Sinais de reaproximação entre EUA e Irã animaram Wall Street e a Europa, mas geraram ceticismo nos investidores brasileiros.

Publicado em 03/08/2026 às 18:00h Publicado em 03/08/2026 às 18:00h por Matheus Silva
O principal vetor do dia foi o comportamento das commodities (Imagem: Shutterstock)
O principal vetor do dia foi o comportamento das commodities (Imagem: Shutterstock)
📉 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta segunda-feira (3) praticamente no mesmo lugar onde começou, com ganho simbólico de 1,24 pontos e fechamento em 178.000,24 pontos. 
O índice passou boa parte do pregão no campo negativo, mas conseguiu devolver as perdas ao longo da tarde. O dólar comercial subiu 0,34%, a R$ 5,08. Os DIs terminaram com baixas por toda a curva, ainda na faixa de 13% a 14%.
O catalisador do dia foi uma nova sinalização de reaproximação entre EUA e Irã, que animou bastante os índices de Wall Street e as bolsas europeias, mas gerou ceticismo entre os investidores brasileiros. 
"Os investidores estão controlando seu entusiasmo, pois 'já vimos isso antes' e é provável que o conflito ainda tenha um longo caminho a percorrer antes de chegar a uma resolução (se é que chegará algum dia)", escreveu Adam Crisafulli, fundador da Vital Knowledge, em nota republicada pela CNBC.
Trump não contribuiu para o clima de entendimento. O presidente dos EUA chamou as lideranças iranianas de "incrivelmente hipócritas" e afirmou que o Irã tem "uma última chance para evitar a decapitação." 
Ainda assim, o petróleo caiu com amplitude, refletindo a percepção de que qualquer distensão é melhor do que a continuidade de uma guerra franca. Trump também se irritou com as petroleiras americanas, exigindo que reduzam seus preços ao consumidor final.

Vale e Petrobras fecham em queda

O principal obstáculo para o Ibovespa foi o comportamento das commodities. A Vale (VALE3) recuou 2,15%, pressionada também pela queda do minério de ferro. A Petrobras (PETR4) perdeu 0,85%, sem conseguir se beneficiar da euforia externa. 
As petroleiras juniores sofreram ainda mais: PRIO (PRIO3) caiu 3,86% e PetroRecôncavo (RECV3) recuou 3,19%. A Brava (BRAV3) virou no final e fechou com alta de 0,30%.
A CSN (CSNA3) foi um dos maiores destaques negativos do dia, despencando 6,82% após uma prévia do 2T26 elevar os temores do mercado sobre a geração de caixa da companhia.

Bancos, Embraer e RAPT3 evitaram perdas maiores no índice

Quem impediu um resultado ainda pior para o Ibovespa foram os grandes bancos. Bradesco (BBDC4) subiu 0,65%, Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,69% e Santander (SANB11) valorizou 1,08%. Apenas o Banco do Brasil (BBAS3) ficou no negativo, com queda de 0,37%.
A Embraer (EMBJ3) também contribuiu positivamente, com alta de 3,12%, retomando o bom momento após os robustos pedidos firmes anunciados recentemente. 
A Raízen (RAIZ4) terminou o dia no zero, embora os títulos de dívida da empresa ainda pareçam excessivamente descontados mesmo após a aprovação de seu plano de reestruturação financeira, segundo análise do Bradesco BBI.
A estrela do pregão foi a Randon (RAPT3), com disparada de 41,77%, após a controladora propor OPA por RAPT3 com troca por ações da Frasle (FRAS3).
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