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📈 O Ibovespa (IBOV) fechou esta quinta-feira (25) em alta de 0,87%, aos 171.990,20 pontos, ganho de 1.483,54 pontos. O dólar comercial recuou 0,47%, a R$ 5,177, após duas altas seguidas. Os juros futuros começaram com fortes baixas e foram diminuindo o ritmo dos recuos ao longo do dia.
A comunicação do Banco Central esteve no centro das atenções nos últimos dias, desde o anúncio do corte de 0,25 ponto percentual na Selic na semana passada. Após o comunicado e a ata da decisão gerarem dúvidas entre analistas e investidores, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, comentou o episódio durante a divulgação do Relatório de Política Monetária do trimestre.
"É um caso particular de uma incompreensão, um ruído que foi gerado a partir daquele parágrafo que decorre da tentativa de explicar uma série de coisas em um espaço que é muito apertado, muito conciso do próprio comunicado", afirmou Galípolo, acrescentando que talvez seja mais pertinente reservar explicações mais detalhadas para a ata e deixar os comunicados mais concisos.
O diretor de Política Econômica do BC, Paulo Picchetti, negou que o Copom tenha promovido um "alongamento" do horizonte relevante na última decisão, um dos pontos que gerou confusão no mercado.
"A gente não está alongando o horizonte relevante e a gente não pretende fazer isso, foi simplesmente uma situação muito especial que nos levou a chamar atenção para isso nesse conjunto de comunicados", disse.
Na decisão da semana passada, o Copom havia informado que a Selic necessária para levar o IPCA à meta no horizonte relevante, hoje o quarto trimestre de 2027, ocasionaria volatilidade e resultaria em inflação abaixo da meta por vários trimestres. Por isso, trajetórias alternativas foram avaliadas, mirando o primeiro trimestre de 2028. Picchetti reforçou que o BC não vai se comprometer com sinalização explícita sobre os próximos passos dos juros.
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Nos EUA, os principais índices terminaram mistos, com o Dow Jones em alta, o S&P 500 oscilando e o Nasdaq em baixa. A inflação PCE, métrica preferida do Fed, veio dentro do esperado em maio, ainda acima da meta de 2%, e o PIB final do primeiro trimestre de 2026 surpreendeu positivamente.
Por outro lado, ações de pesos-pesados da tecnologia recuaram após Apple (AAPL34) e Microsoft (MSFT34) anunciarem aumentos de preços em produtos importantes. A queda foi parcialmente compensada pela alta da Micron (MUTC34), fabricante de componentes de memória, que ganhou destaque como referência sobre a saúde do setor de inteligência artificial.
O petróleo voltou a subir nas duas principais referências mundiais, mesmo com o Estreito de Ormuz ampliando seu fluxo. O ouro fechou em alta.
No Brasil, a arrecadação federal cresceu mais de 10% em maio, enquanto o debate fiscal voltou a ganhar espaço entre investidores e analistas. O dado de maior destaque do dia foi o IPCA-15, prévia da inflação, que veio mais fraco do que o esperado em junho.
Segundo especialistas, ainda que tenha havido melhora na margem, o processo de desinflação segue lento. A leitura conjunta dos dados domésticos e americanos, somada às falas do BC, foi recebida de forma positiva pelo mercado, contribuindo para a alta do Ibovespa.
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Entre os destaques do índice, a Vale (VALE3) subiu 1,20%, recuperando parte das perdas recentes. A Petrobras (PETR4) avançou 0,42%, acompanhando a alta do petróleo. Entre as petroleiras juniores, apenas a PRIO (PRIO3) ficou no campo negativo, com queda de 0,30%.
Os grandes bancos fecharam de forma mista: o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,62%, o Bradesco (BBDC4) caiu 0,17%, o Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,78% e o Santander (SANB11) recuou 0,68%.
No varejo, a Magazine Luiza (MGLU3) subiu 1,%, tentando reverter a posição de maior queda do ano no Ibovespa. A C&A (CEAB3) avançou 0,19%, ampliando a forte alta da véspera. Já a Braskem (BRKM5) despencou 10,37%, após credores rejeitarem proposta de reestruturação da companhia.
📊 A sexta-feira (26) traz dados da dívida pública brasileira e a taxa de desemprego de maio. Nos EUA, sai a confiança do consumidor referente a junho.
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