Ibovespa, dólar e petróleo sobem pós-Copom

No mercado de commodities, o petróleo também ganha força, com alta de 1,75%.

Publicado em 05/11/2026 às 12:12h - Atualizado em 05/11/2026 às 12:23h Publicado em 05/11/2026 às 12:12h Atualizado em 05/11/2026 às 12:23h por Elanny Vlaxio
O mercado também está de olho num possível anúncio de Lula no domingo (8) (Imagem: Shutterstock)
O mercado também está de olho num possível anúncio de Lula no domingo (8) (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa opera em alta nesta sessão pós-Copom, acompanhando o avanço do dólar e dos preços do petróleo. Por volta do momento analisado, o principal índice da Bolsa brasileira subia 0,18%, aos 167.862,95 mil pontos, enquanto a moeda norte-americana avançava 0,13%, cotada a R$ 5,46.
No mercado de commodities, o petróleo também ganha força, com alta de 1,75%, negociado a US$ 89,87. Já entre os fundos imobiliários, o IFIX acompanha o movimento positivo e sobe 0,96%, aos 3.692,54 mil pontos.
Enquanto os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro avançam, as criptomoedas caminham no sentido oposto. O Bitcoin recua 1,89%, enquanto o Ethereum registra queda de 2,05%.
Veja como operavam as bolsas em Nova York:
"Os mercados globais operam tentando sustentar o bom humor enquanto digerem os desdobramentos das eleições nos Estados Unidos e aguardam a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, fundamentais para traçar o futuro da política monetária daquele país", analisou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.

O que mexe com o mercado

No cenário doméstico, o destaque fica para a decisão do Copom, que interrompeu o ciclo de cortes e manteve, por unanimidade, a taxa Selic em 13,75% ao ano. A decisão coloca a política monetária novamente no centro das atenções dos investidores.
"A manutenção da Selic mantém o processo de calibração da política em vigor, o que significa que o comitê continuará dependente dos dados a serem divulgados e principalmente da expectativa de inflação à frente. Acreditamos que a postura mais conservadora do COPOM não gere impacto relevante na curva de juros no curto prazo", comentou a Economista Chefe da InvestSmart, Mônica Araújo.
Além disso, a indústria por aqui voltou a registrar queda em setembro, com recuo de 0,8% no volume de produção. O resultado prolonga a sequência negativa iniciada em agosto, quando o indicador caiu 0,7%, percentual revisado de uma estimativa anterior de -0,6%.
"A tendência é que este comportamento se repita nos últimos meses do ano, com probabilidade não desprezível de que o setor industrial encerre 2026 com taxa de variação no campo negativo. O dado de hoje deve reverberar ainda no PIB do terceiro trimestre, que se aproxima cada vez mais de uma estagnação", disse Matheus Pizzani, economista do PicPay.
A movimentação na bolsa também reflete as expectativas em torno da política fiscal do governo. Nesse contexto, Lula deve fazer um pronunciamento no domingo (8), à noite. Na ocasião, pretende garantir que não haverá estelionato eleitoral e apresentar medidas para cumprir as metas fiscais durante seu quarto mandato.

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