Hapvida (HAPV3) diz não ter recebido notificação da ANS; veja

A companhia enfatizou que o processo de renegociação ocorre de forma individualizada.

Publicado em 21/08/2026 às 11:17h Publicado em 21/08/2026 às 11:17h por Elanny Vlaxio
A resposta foi publicada nesta sexta-feira (21) (Imagem: Shutterstock)
A resposta foi publicada nesta sexta-feira (21) (Imagem: Shutterstock)
A Hapvida (HAPV3) veio a público para esclarecer a polêmica envolvendo a revisão comercial de sua carteira e o suposto travamento dessas medidas pelo órgão regulador. 
Diante da veiculação de notícias sobre a aplicação de uma medida cautelar pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), a operadora confirmou que ainda não recebeu qualquer notificação ou decisão formal da autarquia e garantiu que o procedimento faz parte da rotina operacional do negócio.  
A manifestação da empresa ocorreu em resposta ao Ofício enviado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O questionamento do órgão regulador do mercado de capitais baseou-se em uma reportagem que destacou declarações do presidente da ANS, Wadih Damous. 
Segundo a publicação, o comandante da agência teria assinado uma cautelar preventiva para barrar rescisões unilaterais ou reajustes de dois dígitos em cerca de 947 mil planos de saúde, sob a suspeita de prática proibida de seleção de risco em contratos considerados deficitários pela companhia.  
Em sua defesa ao mercado, a Hapvida confirmou a veracidade dos dados numéricos informados durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2026. O contingente de 947 mil beneficiários representa aproximadamente 11% de sua carteira total de saúde e engloba acordos com histórico de inadimplência ou equilíbrio financeiro inadequado. 
Contudo, a companhia enfatizou que o processo de renegociação ocorre de forma individualizada, apenas na data de aniversário de renovação ao longo dos próximos 12 meses.  A operadora também sublinhou que a reestruturação dos acordos respeita as regras da ANS e as cláusulas contratuais vigentes.
Sobre a atuação do regulador, a empresa declarou ter tomado conhecimento das medidas cautelares apenas pelos veículos de imprensa e informou que solicitou, por conta própria, uma audiência com a agência para apresentar todos os pareceres técnicos, regulatórios e jurídicos.  

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