Férias de julho: veja quais bancos cobram mais para usar cartão no exterior

Levantamento mostra diferenças no spread cambial entre bancos e fintechs; contas internacionais podem reduzir custos da viagem.

Publicado em 01/06/2026 às 14:06h Publicado em 01/06/2026 às 14:06h por Wesley Santana
Viagens podem custar menos com planejamento antecipado (Imagem: Shutterstock)
Viagens podem custar menos com planejamento antecipado (Imagem: Shutterstock)

O mês de julho vem chegando, e essa é a época em que muitas famílias planejam suas viagens ao exterior por causa das férias escolares. Em julho do ano passado, metade dos brasileiros embarcaram para fora de sua cidade e, para este ano, a estimativa não é muito diferente.

No entanto, quem tem planos de sair do Brasil precisa ficar de olho para não pagar mais do que deveria. Usar o cartão de crédito no exterior pode custar caro, dependendo do banco e da bandeira escolhida para pagar as contas.

Um levantamento feito pelo site Passageiro de Primeira mostrou quais são os bancos que mais cobram spread em compras no exterior. O Safra liderou o ranking, com uma taxa de 7% sobre cada compra.

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O spread bancário é a participação da instituição financeira na fatura do cartão de crédito. Ou seja, além do valor da compra e dos impostos que incidem sobre a transação, o banco ainda ganha uma porcentagem sobre o valor final.

Já quem apareceu com as melhores taxas foram duas fintechs, Mercado Pago e RecargaPay, que oferecem spread zero para transações internacionais. As cooperativas de crédito, como Sicredi e Sicoob, também se mostraram boas alternativas para quem quer pagar menos.

Entre os bancos tradicionais, a participação ficou da seguinte forma:

  • Banco do Brasil: 4%
  • Bradesco: 5,3%
  • BTG Pactual: 6%
  • Caixa: 4%
  • Credicard: 5,5%
  • Inter: 4,99%
  • Itaú: 5,5%
  • Nubank: 4%
  • PicPay: 5%
  • Santander: 6%

E as contas internacionais?

Outro levantamento, este feito pelo Melhores Destinos, mostra quais são as melhores contas internacionais para comprar dólares. A opção é mais voltada para quem viaja para os Estados Unidos, mas também serve para a conversão em outras moedas.

Neste caso, o Revolut se destacou, oferecendo um dólar a R$ 5,03, praticamente a cotação oficial no dia da pesquisa. Já a ARQ (antigo DolarApp) entregava a moeda norte-americana por R$ 5,08, enquanto a AstroPay negociava por R$ 5,11.

Na ponta inferior, a pior cotação era vista no app Nomad, que chegava a vender dólares por R$ 5,33. A conta Inter Global aparecia com o segundo pior desempenho, entregando a moeda a R$ 5,29, enquanto Bradesco e Select Global trabalhavam com a divisa em R$ 5,29.

Todas essas opções, no entanto, se mostraram mais vantajosas do que comprar dólares em espécie. Nesse mesmo dia, a média do mercado de câmbio à vista era de R$ 5,36, ainda de acordo com a reportagem.