Sem dinheiro para pagar suas dívidas, a
Oncoclínicas (ONCO3) decidiu tomar um empréstimo emergencial com a gestora americana Mak Capital.
💲 O crédito será de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões, a depender do total de garantias que a rede de tratamento oncológico conseguir reunir.
O objetivo é garantir a compra de medicamentos junto à OncoProd e, assim, preservar a geração de receitas das companhias, assim como a continuidade da sua cadeia de fornecimento essencial.
Também há uma expectativa de que, com isso, a Oncoclínicas possa regularizar o atendimento dos pacientes que tiveram tratamentos adiados nas últimas semanas devido à falta de remédios e suporte.
As condições da Mak Capital
Dona de uma fatia de 6,31% da rede de tratamento oncológico, a
Mak Capital já havia oferecido um aporte de até R$ 500 milhões para o negócio. Porém, em troca, exigia a eleição de um novo Conselho de Administração.
As empresas decidiram, então, avançar com um empréstimo emergencial de R$ 150 milhões nesta quinta-feira (16), que exigirá uma mudança menos brusca na administração da Oncoclínicas.
O fundador e ex-CEO da Oncoclínicas, Bruno Lemos Ferrari, renunciou aos cargos de membro e vice-presidente do Conselho de Administração, em cumprimento às condições apresentadas pela Mak Capital.
O diretor-presidente da Oncoclínicas, Carlos Gil Ferreira, também assumiu um assento no board, já que outro conselheiro havia renunciado na semana passada (Marcelo Gasparino).
Segundo a Oncoclínicas, o mandato dos novos conselheiros vai até a assembleia geral de acionistas convocada para o próximo dia 30 de abril.
Além de garantir um assento do Conselho para a Mak Capital, a Oncoclínicas terá que oferecer garantias ao empréstimo da gestora americana. Por isso, vai negociar o assunto com planos de saúde, hospitais e seguradoras parceiras. A ideia é oferecer os recebíveis da sua rede credenciada como garantia do empréstimo.
Em busca de uma saída
A Oncoclínicas passou a analisar a oferta da Mak Capital depois que chegaram ao fim as negociações sobre a criação de uma nova empresa com
Porto (PSSA3) e
Fleury (FLRY3).
O negócio previa um aporte de até R$ 1 bilhão na Oncoclínicas, com a transferência das suas unidades de tratamento oncológico para uma nova empresa, gerida por Porto e Fleury. Contudo, não foi para a frente.
As companhias anunciaram o fim das negociações na segunda-feira (13), sem explicar o que travou o acordo. A Oncoclínicas disse apenas que, com isso, passaria a avaliar propostas que pudessem endereçar a sua situação econômico-financeira.